quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Psicólogo: Devo insistir ou desistir?

Relato de Carolina Santos /         Fonte:  http://www.psiconlinews.com/2015/11/psicologo-devo-insistir-ou-desistir.html

Psicólogo: Devo insistir ou desistir?


Mais uma vez estou aqui para relatar uma de minhas experiências, e creio que é muito importante para muitos leitores que me acompanham e que passam por problemas semelhantes. Não me lembro se cheguei a citar o fato de que iniciaria uma terapia com uma psicóloga, mais precisamente a sétima com quem eu passaria, mas foi isso que aconteceu e quero contar-lhes o quão foi bom não ter desistido e ter insistido em procurar um profissional, embora tenha tido alguns insucessos durante o caminho percorrido.

 Algumas pessoas tendem a desistir do tratamento à medida que vão a consultas com psicólogos e não sentem mudanças benéficas. Porém, este é um profissional extremamente importante para pessoas que sofrem com transtornos psiquiátricos, como eu.
Durante minhas consultas com seis psicólogos anteriores, só o que eu fazia era desabafar minhas angústias. Devo admitir que minha sexta, e quase última psicóloga, foi uma das melhores, pois ela me escutava, mas também participava da conversa. Não sei se ocorre com você leitor, mas odeio monólogos e aquela sensação de que estou sendo analisada, por isso aprecio o profissional que leva a consulta como se fosse uma conversa normal entre duas pessoas. Por que não deu certo com as outras cinco psicólogas? Isso é extremamente normal. Sempre haverá aquela pessoa na qual você se sente travada, e foi isso o que me impediu de me dar bem com as profissionais anteriores, mas isso não indica que elas não fossem boas.


 Enfim, apesar de ter tido boas sessões com minha sexta psicóloga, algo faltava e esse algo foi o que minha sétima psicóloga me deu. Acredito que são poucos os profissionais dessa área que te avaliam e te indicam uma terapia mais adequada ao seu perfil. Posso estar completamente enganada, mas durante uma experiência com seis psicólogas, nenhuma sequer citou nenhum tipo de tratamento mais específico para o meu caso, fator este que é extremamente importante.
Enfim, com minha sétima psicóloga expus novamente meu problema, e durante UMA sessão, ela logo me avaliou e afirmou que eu precisava passar por um tratamento com sessões psicoterápicas, por pelo menos um período mínimo de três anos. Ela me indicou a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), pois basicamente é uma terapia que foca nos pensamentos e comportamentos do indivíduo.
“A Terapia Cognitiva Comportamental é uma linha de psicoterapia proposta e desenvolvida pelo psicólogo Aaron Beck. Envolve um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas com a finalidade de mudança de padrões de pensamento. ” Em suma, a TCC trabalha na reestruturação do pensamento, que é algo que particularmente devo fazer parta melhorar meu quadro depressivo, visto que lido com pensamentos suicidas há cerca de dez anos.
O que quero lhe mostrar com esse relato, é que você nunca deve desistir de ir a um profissional, mesmo que não tenha sido eficaz com um, dois ou mais. A ajuda é algo que não devemos desistir nunca. E que você, como paciente, deve cobrar do profissional essa avaliação e pedir para que ele lhe indique uma terapia adequada ao seu perfil.
Com saúde mental, não se brinca.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Felicidade / Reflexão: ùltimas Palavras de Stev Jobs

Eu alcancei o pináculo do sucesso no mundo dos negócios.
Nos olhos dos outros, minha vida é uma personificação do sucesso. Porém, além do trabalho, tenho pouca alegria. No final, a riqueza é apenas um fato da vida que eu estou acostumado.
Neste momento, deitado na cama, doente e lembrando toda a minha vida, eu percebo que todos os reconhecimentos e a riqueza que tive muito orgulho em ter empalideceu e tornou-se insignificantes diante da morte iminente.
Na escuridão, eu olho para as luzes verdes da vida apoiando máquinas e ouço os sons de zumbidos mecânicos. Posso sentir o sopro de Deu
s da morte se aproximando...

Agora eu sei, quando nós acumulamos riqueza suficiente para nossa vida, devemos buscar outras questões que não estão relacionados com a riqueza... Deve ser algo que é mais importante:
Talvez relacionamentos, talvez a arte, talvez um sonho de juventude... Prosseguir sem parar em busca de riqueza apenas transformará uma pessoa em um ser torcido igual a mim.
Deus nos deu os sentidos para sentirmos o amor nos corações de todos, não as ilusões provocadas pela riqueza.
A riqueza que eu ganhei na minha vida, não posso trazer comigo. O que posso levar são só as recordações precipitadas pelo amor. Essas são as verdadeiras riquezas que irão segui-lo, acompanhá-lo, dando-lhe força e luz para continuar.
O amor pode viajar mil milhas. A vida não tem limites. Vá para onde você quer ir. Chegue a altura que você deseja alcançar. Tudo está no seu coração e em suas mãos.
Qual é a cama mais cara do mundo? -"A cama de um doente"...
Você pode empregar alguém para dirigir o carro para você, fazer dinheiro para você, mas você não pode ter alguém para suportar a doença para você.
Coisas materiais perdidas podem ser encontradas. Mas há uma coisa que nunca pode ser encontrada quando é perdida – "A Vida".
Quando uma pessoa vai para a sala de cirurgia, ela percebe que existe um livro que ele ainda tem que terminar de ler -"O Livro da Vida Saudável".
Qualquer que seja o estágio da vida estamos no agora. Com o tempo, vamos enfrentar o dia em que a cortina cai.
Tesouros de amor para sua família, amor para seu esposo, para seus amigos...
Tratem-se bem. Respeite e ame os outros.”

***************************Fonte: Facebook (Danilo Primo)

Veja mais em:  


quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Sociedade Contaminada como Diógenes?

Eu estava lendo sobre a história de Diógenes e percebi que a nossa sociedade está se contaminando por ela. Eu pergunto: adoecida ou curada?

Na Turquia, 434 a.c nascia Diógenes, um homem que escreveu sua própria filosofia: Se desfazer das riquezas, luxo e conforto, negar tudo isso. O marco em sua vida se deu quando seu pai adulterou uma moeda do estado e, como punição foi exilado do estado de sua cidade natal para Atenas, onde começou por em prática seus pensamentos com o estilo de vida simples e praticamente sem posses.
Em Atenas, vivendo como um mendigo, Diógenes pretendia ser discípulo de Antístenes, fundador da escola Cínica, mas o próprio o rejeitou e somente após muita insistência ele lhe concedeu o aval de discípulo.
Tornando-se símbolo da escola Cínica, Diógenes continuou a viver segundo os seus ideais e para ele este estilo radical de vida lhe permitia ser ele mesmo sem estar preso às convenções sociais, lhe permitia ser livre.

Um episódio marcante da vida de Diógenes foi quando o então imperador, e mais poderoso homem conhecido na época, Alexandre da Macedônia, o teria encontrado tomando um banho de sol e lhe teria dito “Peça-me o que quiser”. Contudo, no momento em que falava com Diógenes, Alexandre fazia sombra ao mesmo, encontrando-se despretensiosamente à frente do sol. Então Diógenes respondeu-lhe com a seguinte frase “Devolva meu sol.”. Demonstrando o pouco que precisava para que se contentasse.

Volto a minha questão: Querer viver feliz com pouco é um estado insano ou de consciência?
Quantas pessoas hoje abandonam o conforto que o mundo corporativo lhe propõe para viver uma vida mais simples, ou com menos luxo mas muito mais vivida, muito mais feliz?
Quantas pessoas passam a descobrir que é possível viver, viver bem, ou melhor, viver a vida ao invés de ir levando a vida, deixando a vida levar, com muito menos dinheiro.
E eu te pergunto: Diógenes, de sua maneira radical, descobriu seu ideal de vida e você, já descobriu o seu? Se sim, já teve coragem para correr atrás? Lembre-se de fazer planejamento estratégico, colocar prazos, seguir o passo a passo para alcançar seu objetivo.

Vamos que vamos! Em busca de nossa felicidade e  Dia feliz para todos!

FOBIA SOCIAL

 


FOBIAS SOCIAIS

Medo de ser exposto à observação atenta de outrem e que leva a evitar situações sociais. As fobias sociais graves se acompanham habitualmente de uma perda da auto-estima e de um medo de ser criticado.

As fobias sociais podem se manifestar por rubor, tremor das mãos, náuseas ou desejo urgente de urinar, sendo que o paciente por vezes está convencido que uma ou outra destas manifestações secundárias constitui seu problema primário. Os sintomas podem evoluir para um ataque de pânico. 

Bem, essa é a parte teórica, segundo o CID 10, livro de referência de diagnóstico. Percebo, em muito anos de profissão, que a fobia social por vezes é confundida com a Depressão. Há sintomas comuns aos dois diagnósticos: Baixa auto estima, insegurança, medos, isolamento, desinteresse pela vida, etc.
Por vezes o indivíduo apresenta os dois diagnósticos. Ou a fobia faz com que ele desenvolva a depressão, ou vice versa. Bem, a maior diferença entre a depressão e a fobia social é que a fobia social traz evitação das situações fóbicas, grande apreensão antes de um evento que cause fobia, ansiedade, depressão, aperto no coração, sensação de que alguma coisa vai dar errado, medo do momento, e o maior, a pessoa imagina situações vexatórias. Depois que passa o evento, vem aquela sensação de fracasso ou de alívio.
Na depressão a pessoa tem um desânimo geral, não só nos dias que antecedem a um evento,
Há também os casos de fobia de lugares que a pessoa freqüenta diariamente como escola, trabalho, reuniões, etc Nesses casos o estado de angústia é constante, mas é de fácil identificação pois os pensamentos são muito repetitivos e as idéias negativas em torno da situação fóbica.
Em todas as situações é importante tratar pois a tendência é que aumentem as sensações e que a situação se torne cada vez mais fora do controle.
Tratamento

A psicoterapia é indicada para que a pessoa possa entender por que ela reage assim aos stress do dia a dia, quais são os mecanismos de defesa que ela usa, qual a percepção que ela tem da vida e do mundo, como ela reage a cada situação de seu dia a dia e como ela faz a leitura do comportamento dos outros, quais são seus pensamentos automáticos e suas crenças, pois são elas que norteiam seu comportamento. Usa-se técnicas de mudança de comportamento e enfrentamento da situação. As atividades são indicadas para colocar em prática o que é tratado na sessão de psicoterapia.
O tratamento multiprofissional é sempre benéfico. Caso seja preciso o suo de medicação, o psicólogo encaminha para um médico especialista.
Vale lembra que a atividade física é sempre bem vinda, desde que seja feita com prazer.  O nosso corpo, mais precisamente as glândulas supra renais pruduzem o hormônio do cortisol provocando dores e outros sintomas negativos ao nosso corpo. Para combater o cortisol, precisamos produzir a endorfina e estas são “fabricadas” automaticamente pelo nosso corpo nas situações prazerosas, que nos sentimos felizes ou satisfeitos. Sabe quando damos aquelas gargalhadas, seja por um programa de bobo de TV, por uma comédia, uma piada... Faça isso sempre assim estará produzindo boas coisas internamente em você. Sabe quando fazemos uma atividade física, seja numa academia, seja numa caminhada, seja numa limpeza de casa em que empenhamos esforço físico, ao terminarmos, vem aquela sensação boa de dever cumprido no dia.
Por isso, as atividades prazerosas são sempre muito bem vindas, sejam elas quais forem.
Por Psicóloga Ednea Dias

Estamos à disposição


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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Fibromialgia - Dor Crônica - Tratamento Multidisciplinar Integrado: Psicólogo Comportamental e Cia

" A vida é como andar de bicicleta, para ter equilíbrio, você tem que se manter em movimento" (Albert Ainstein)

A fibromialgia e outras dores crônicas levam o portador a mudar sua forma de viver, se limitar e , além disso, gritar para ser ouvido, gritar para acreditarem em sua dor, tentar provar de todas as formas que não é frescura,  É DOR! 

A DOR NÃO ESTÁ EM SUA CABEÇA, ELA É REAL E ESTÁ EM SEU CORPO...


Bem, sou psicóloga e fui em busca de informações para conseguir ajudar o paciente que precisa, tanto de acolhimento, de alguém que acredite nele e que, mais que isso, saiba conduzir esse tratamento, mesmo com tantas adversões que encontrarão.

Talvez a maior frustração é quando se depara com profissionais que não estão preparados para tratar essa problemática. Assim, além dos parentes e colegas de trabalho que não  entende o portador da fibromialgia, o paciente ainda encontra profissionais com essa dificuldade e ai, o paciente passa a duvidar de suas próprias dores. Vem o desânimo, depressão, as dificuldades emocionais e a falta de expectativa que um dia esse "pesadelo" vai acabar.

Bem, tenho boas notícias!!!

O diagnóstico de fibromialgia até hoje não é feito através de exames, são avaliados os pontos de dor e sua intensidade. O Dr Manuela Lavin, ícone mundial nesse tema, esteve no Brasil em Abril de 2015 trazendo boas notícias. Em sua palestra organizada pela UNIFESP, informou que em breve teremos medicação mais apropriada, bem como diagnóstico para a fibromialgia.

Nesse momento, o ideal é que o paciente procure profissionais engajados no conhecimento da doença, que trabalhem de forma íntegrada ( psicóloga, psiquiatra, neurologista, reumatologista, nutricionais, fisioterapeuta e terapias alternativas).

A atenção deve estar voltada a sua forma de se alimentar, suas atividades diárias de relaxamento, seu tratamento com a psicoterapia cognitivo comportamental e medicações.

É possível viver bem mesmo com a dor, é preciso transformar o foco da dor e aprender a usar isso a seu favor.

Procure profissionais competentes no tema, com conhecimento. Doe um livro ao profissional que te atenda, doe reportagens, faça ele se interessar !

Um abraço e à disposição para ajuda e esclarecimentos.

Vejam também: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/11/25/fibromialgia-compromete-seriamente-qualidade-de-vida-veja-mitos-e-verdades.htm

Psicóloga Ednea Dias
CRP 06/66492
Consultório: 3533 1124

Porque os dias são para viver !!!

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Qual é o momento de me consultar com um psicólogo?




 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Independência ou morte!

Um breve esboço da problemática questão da dependência química e sua prevenção

"Desde os primórdios, até hoje em dia, o homem ainda faz o que o macaco fazia". 
O progresso é um fato comum no nosso dia a dia, entretanto, entendemos que é possível relacionarmos diversas situações super evoluídas com situações da antiguidade.
 
O homem primitivo da caverna deu o pontapé inicial ao uso das drogas com os cogumelos psicodélico.  No fim do século XIX, muitos produtos viraram, em laboratórios, drogas sintetizadas. A vida humana interage num metabolismo complexo com toda a vida natural e, ao transformá-la, também transforma a si mesma. Somente no século XX, nos EUA, é que começaram a surgir proibições globais ao uso de, a princípio, entorpecentes.
Os nossos exemplos em cinemas e televisão nos mostram que o bem ou mal não estão tão fortemente de lados opostos, pois hoje, em muitas situações, torcemos para os vilões e, muitas vezes, eles são mais queridos que os heróis. O Coringa, Conde Drácula, Freddy Krueger... Hoje, na vida real, quem usa droga nem sempre é visto, principalmente para a camada menos abastadas da sociedade, como vilão. As pessoas envolvidas no uso são pessoas confiáveis. Sim, confiáveis. Muitas vezes os melhores amigos, outras vezes os mais populares, os únicos que nos compreendem, os que nos identificamos. "Encontrei minha tribo" - pessoas que me entendem, que têm os mesmos gostos, que pensam como eu, que não me criticam, que me aceitam como eu sou e, até mesmo, que enxergam atitudes positivas em "mim", me elogiam. Ele tem isso em casa?. Provavelmente não.
Com isso, temos a clara percepção da falência do papel da família na formação estrutural-psicológica desse ser humano.
Se a matemática que é tão lógica não é compreensível para muitos jovens, como fazê-lo entender que o uso de uma substância que lhe acarreta o bem estar, muitas vezes de imediato, poderá ser muito nociva no futuro (e porque não em um presente constante)? Como fazê-lo entender que ele pode enfrentar uma situação nova ao ser "obrigado" por ele mesmo a usar uma substância que não lhe traz mais prazer? Que sua vontade, por maior que seja, perde para a sua necessidade de usar a droga. Ele nunca viveu isso, ele tem a ideia que isso nunca vai acontecer, que ele sempre vai manter o controle da situação. "Eu paro quando eu quiser" essa é a frase mais ouvida entre os jovens que abusam do uso da substância.
Talvez seja por isso que é tão difícil a conscientização, aceitação e aderência ao programa de prevenção ao uso de drogas, seja por quem usa, ou seja pelo Estado, que muitas vezes trata o tema de forma completamente errônea.
Neste texto vamos dar foco, de forma breve e objetiva, na prevenção do uso de drogas. A prevenção ao uso de drogas é dividida em 3 fases.
A prevenção primária: busca evitar a fase da paquera com droga. É a fase que a pessoa vai sendo seduzida por ela, vai se aproximando, tendo noção do bem estar que ela pode trazer.
"O primeiro contato que tive com as drogas foi com amigos, aos 15 anos de idade, e não possuia muita informação sobre elas e o que era a dependência química. Pelo fato de não ter esse conhecimento e nenhum exemplo por perto, pois nunca havia tido contato com nenhum dependente que houvesse chegado ao "fundo do poço", nunca acreditei que me tornaria dependente". (R.S.I)*
Pense no comercial da cerveja, sempre muito festivo, com pessoas bonitas e felizes. As pessoas sentem vontade de entrar nesse mundo pelo simples fato do cérebro associar, involuntariamente, aquela imagem que vê com o uso da substância nociva.
O papel de prevenção primária que o Estado deveria fazer, aqui é totalmente o inverso. Ele estimula o uso, de forma implícita e desleal, para depois trazer o problema, que ele mesmo criou, para si. É como se alguém clonasse o próprio cartão de crédito e contratasse um advogado para apurar o fato. Não tem nexo!
O objetivo da prevenção primária é evitar que o uso de drogas se instale ou retardar o seu início. É o conjunto de ações que visam evitar o adoecer, além de promover a saúde. E é aqui, na nossa visão, que o Estado tem que agir de forma eficaz e não de forma irresponsável como vem agindo.
Que temos problemas e deficiências para isso, todos nós sabemos, mas temos que arregaçar as mangas, diante da inércia do sistema estatal, e começar pelo caminho inverso, se for o caso, para almejarmos uma eficácia real na fase preventiva. E o que é "caminho inverso"?
Hoje, e sempre, a fase da prevenção primária vem sendo feita de baixo para cima, ou seja, começa sempre nas camadas menos abastadas da sociedade. Pensamos da seguinte forma: a prevenção desta forma é válida, mas não pode ser a única, pois "desde os primórdios" ela é feita e os resultados não estão sendo satisfatórios. Esta fase de prevenção tem que ser muito bem feita, ao nosso ver, quando se ainda é criança (aqui dos 8 aos 12 anos incompletos) onde ela (a criança) começa a ter discernimento e conhecimento daquilo que se apresenta como "o novo".
"A maconha era uma droga leve, legal e na moda. Na época uma banda que exaltava o entorpecente estava "estourando". Hoje percebo que tinha uma necessidade pessoal de ser aceito por determinados grupos e então passei a fumar maconha". (R.S.I)*
E é nessa fase que temos uma visão de prevenção primária, onde, esta, deve-se começar de cima para baixo. Pensamos que as medidas de prevenção devem ser intensificadas, também, nas camadas mais nobres, pois nela o acesso a informação, educação e cultura de qualidade é mais amplo. Desta forma, mesmo ainda criança, fortalecerá suas bases para que se faça algo efetivo neste assunto. Vale ressaltar, também, que é, na maioria das vezes, na camada nobre que "surgem" os grandes fornecedores de drogas.
Pensamos em uma prevenção primária, onde, deve-se levar para a camada de "cima" os efeitos reais que a camada de "baixo" sofre. Óbvio que sabemos que existem pessoas com problemas de dependência em todas as camadas, mas é comprovadamente na malha popular da sociedade que o problema é mais presente.
Deixamos claro que não estamos sendo discriminatórios em relação às pessoas mais carentes em nossa colocação, mas é uma realidade que se vive e que, infelizmente, não estamos colhendo bons frutos. Em outra oportunidade, falaremos mais detalhadamente desta visão que temos.
"Passei a ter como referência de comportamento estes novos "amigos" dos grupos que passei a frequentar. Nesta fase de paquera, a cocaína ainda estava distante, pois na minha cabeça era uma droga muito forte e o crack uma droga de "nóia", de pessoas muito loucas e que não eu nunca usaria na minha vida". (R.S.I)*
Prevenção Secundária: é indicada para o indivíduo que começou o namoro com a droga. O namoro envolve compromisso. É como se a pessoa saísse para encontrar a droga. O namoro ainda tem seus encantamentos, surpresas, exageros, paixões, expectativas, querer o reencontro. Nesta fase, obviamente, a fase primária não existiu ou, se existiu, não funcionou por algum fator. Pois bem, quando o indivíduo começa um namoro com a droga, ele entra nessa fase de compromisso agradável, com alguns exageros, faz questão de estar próximo a ela da mesma forma de quem namora quer estar com o namorado(a). Quem usa drogas quer fumar, cheirar, beber...
"Rapidamente já senti a necessidade de comprar a minha própria droga, pois não conseguia depender dos outros, queria usar a hora que me desse vontade. Este foi o início da minha fase de namoro com as drogas. Fui apresentado para as "bocadas e comecei a andar com pessoas que não usavam apenas maconha, usavam outros tipos de drogas". (R.S.I)*
Prevenção secundária destina-se a pessoas que já experimentaram drogas ou usam-nas moderadamente. Tem como objetivo evitar a evolução para usos mais frequentes e prejudiciais. Isso implica um diagnóstico e o reconhecimento precoce daqueles que estão em risco de evoluir para usos mais prejudiciais.
Nesta fase, a prevenção tem que ser feita de forma avassaladora, pois é nela que a pessoa larga ou se apega de vez às drogas. Aqui o papel da família, dos amigos e programas sociais, efetivos e de qualidade, é fundamental.
"Pelo convívio com pessoas que usavam as mais diversas drogas e tendo fácil acesso a elas, foi questão de tempo para que experimentasse a cocaína. A maconha acabou sendo a porta de entrada para o relacionamento com o tráfico de drogas e as drogas mais "pesadas". Através dela conheci pessoas que utilizavam outras drogas e pelo relacionamento diário com essas pessoas usando essas drogas, meus conceitos de que eram pesadas e o medo de utilizá-las foram embora". (R.S.I)*
Prevenção Terciária: o casamento com a droga acontece nessa fase, agora o amor não é mais o responsável pelo vínculo e sim a dependência. Quando se casa é que se conhece o cônjuge, da mesma forma, quando se casa com a droga é que se conhecem os pontos negativos.
"Meu casamento com as drogas começou a partir do momento em que comecei a usar cocaína frequentemente. Nesse ponto, tudo que havia aprendido com meus pais sobre o que era certo e errado ficou distorcido. Pequenos furtos, tráfico de drogas, mentiras e manipulações eram normais. Meu pais descobriram o uso e por mais que tentassem me controlar, nada funcionava, eu afundava cada vez mais, passei a usar todos os tipos de drogas e bebida". (R.S.I)*
Não encontra-se solução para esse casamento. A separação acontece por um tempo mas percebe-se quão difícil é a separação definitiva. A qualquer momento a relação difícil pode se restabelecer e vem com a mesma força e dependência do ponto de onde parou o uso. Isso significa que o vício fica adormecido e a qualquer momento que reativar o uso, voltará na mesma força que estava quando parou ao invés de voltar do ponto de partida. 
"Isso tudo fez com que meus pais se preocupassem e me obrigassem a passar por diversos tipos de tratamento. Eu os fazia para agradá-los e disfarçar para poder continuar usando tranquilamente. Nestes tratamentos absorvi muita informação sobre dependência química. Eu não acreditava ser um dependente, não percebia as consequências que o uso estava trazendo em minha vida e achava que pararia quando quisesse.
Este auto-engano me fez chegar ao "meu fundo de poço", tentei parar diversas vezes e de diversas formas, mas nada funcionou". (R.S.I)*
Dependência Química
A Organização Mundial de Saúde (OMS) através do Código Internacional de Doenças (CID-10),  preconiza que a dependência química é uma enfermidade incurável e progressiva, apesar de poder ser estacionada pela abstinência. Isso significa que é tratada como doença que vai se manter para sempre com a pessoa, assim sendo, não existe "ex dependente" mas sim dependente em abstinência.
"Então resolvi pedir ajuda, mas desta vez, com um real desejo de parar de usar. Iniciei um tratamento realmente focado e comecei a usar todas as ferramentas, a mim apresentadas, para me manter abstinente" (R.S.I)*.
Diretrizes da OMS para diagnóstico de Dependência
1- Forte desejo ou compulsão para usar a substância;
2-  Dificuldade em controlar o consumo da substância, em termos de início, término e quantidade;
3-  Presença da síndrome de abstinência ou uso da substância para evitar o aparecimento dela;
4-  Presença de tolerância, evidenciada pela necessidade de aumentar a quantidade para obter     o mesmo efeito anterior;
5-  Abandono progressivo de outros interesses ou prazeres em prol do uso da substância;
6-  Persistência no uso, apesar das diversas consequências danosas.
As estratégias específicas e globais do tratamento visa prevenir a recaída e a terapia cognitivo comportamental enxerga a recaída como fator de estudo e readaptação das técnicas, ao invés de punir o paciente.  São três categorias principais: treinamento de habilidades, reestruturação cognitiva e intervenção no estilo de vida. A prevenção de recaída segue um manual de mudanças de comportamentos que inclui um estudo individualizado de situações de risco, motivação, para, então, definir os novos hábitos a serem adquiridos e posterior enfrentamento das situações de risco. Aqui estamos falando de prevenção terciária e permanente.
"O meu relacionamento com a família foi retomado e estou assumindo responsabilidades que jamais pensei em tê-las. Com relação aos antigos "amigos", me afastei de todos e estou  em um processo de fazer novas amizades". (R.S.I)*
Quem é feliz não precisa de drogas. O jovem busca para ter a sensação de bem estar, portanto, o tratamento ao dependente químico é voltado a sua dificuldade emocional. Se o jovem está deprimido, ansioso, ou outro sintoma negativo, ele usa a droga para não ter, por alguns instantes, esse sentimento ruim. Assim sendo, o tratamento inclui o entendimento de seus conflitos emocionais, o motivo pelo qual o adicto precisa dessa dose artificial de prazer. Por fim, o tratamento inclui a descoberta e prática dos prazeres da vida.

*R.S.I, 30 anos, dependente químico. Está 2 anos em abstinência após passar 7 meses em tratamento intensivo em clínica de reabilitação. Tem uma vida, social e profissional, normal contribuindo com seu testemunho em programas voluntários de prevenção às drogas.
Autores
Denis Caramigo
Ednea Dias