sábado, 24 de setembro de 2016

Quer ser feliz? Faça as contas: Quanto está produzindo de serotonina por dia?



Quer ser feliz? Faça as contas: Quanto está produzindo de serotonina por dia?



Pessoas, sempre falo isso em consultório: A saúde emocional pode ser vista como algo lógico: Se você produz serotonina e cortisol na dosagem certa, você fica bem. Se não está bem, deve usar meios de aumentar a produção. Simples assim. Claro que não é simples, mas vamos usar a matemática para ficar mais fácil: Quando a produção de serotonina e cortisol estão em baixos níveis, a doença chega. Tem que aumentar a produção da sua fábrica (ou seja, seu organismo tem que ter estímulos para produzir na dosagem certa).

A serotonina componente químico atua no cérebro que, produzida na quantidade certa,  ajuda a melhorar o humor e a aliviar o desânimo ou a depressão. O cortisol é um hormônio da glândula supra renal, que produzido a menos resulta em problemas emocionais como a depressão e produzido em excesso traz problemas físicos (o cortisol pode ser medido mas como varia muito ao longo do dia, é usado para pesquisa mas não para diagnóstico de depressão).

Logicamente há outros muitos detalhes que debatem essa visão, mas no geral e bem a grosso modo, se atentar a essa conta dá super certo. Quanto você está produzindo de serotonina por dia? Será que a quantidade está sendo suficiente para te trazer a sensação de bem estar? Se não, então, antes de falar em como produzir, vamos a 2 pontos fundamentais para a vida:

Prática -)    Frequência –)     Rotina -)     Hábito

Eu, corro 2x por semana, me apeguei à corrida. Todos os dias tenho vontade de correr? Não! O que faço para correr mesmo nos dias que não tenho vontade? Lembro que faz parte de minha dose diária de remédio para me manter saudável, e se falho, a probabilidade de não manter a dose necessária de serotonina é grande. Sabe quando você fala para seu filho: Isso não tem negociação, tem que fazer. É o que falo para mim quando estou sem vontade. E nesses dias, ainda que não corra muito, saio do parque me sentindo bem por ter cumprido com minha meta. Mas a produção de serotonina não se restringe à pratica esportiva.

Hoje me sinto bem, não vou correr. Inconscientemente é assim que as pessoas param um comportamento saudável. Aí que mora o perigo, OS SABOTADORES.  Percebo que manter a frequência é uma conquista muito difícil. O auto boicote, consciente ou não, impede que consigamos chegar ao hábito. As pessoas sempre estão voltando a praticar um esporte, se voltaram é porque pararam. Traçar uma meta para prevenir que pare de novo. Lembre-se o que fez você parar e busque soluções preventivas.

Bem, então, agora, faca um plano de rotina de atividade física (ela é muito ampla, tente diferentes esportes para ver com o qual você se identifica, busque opções na internet, estude como cada esporte funciona, faça uma aula teste, e se permita experimentar. Lembre-se: é mais fácil falar que não gosta de esporte e ficar na vida cômoda a enfrentar essa resistência. Nas primeiras semanas pode vir como sacrifício, mas depois vem como prazer, perceberá o resultado do sacrifício, de sua conquista).

Não vamos nos perder, falamos que temos que produzir serotonina e cortisol na quantidade necessária para nosso organismo estar em equilíbrio físico e emocional. Diversas atitudes diárias ajudam a produzir a serotonina, umas em maior, outras em menor quantidade. Somar essas atividades diárias é a chave do sucesso.  Atividades prazerosas  – atividades estressantes = BEM ESTAR (se a soma trouxer um resultado acima de 0 )

Então, como produzir serotonina? Vamos então aos estímulos para potencializar essa produção.

Fazer tudo que te faz bem. O que? Bem, muitas vezes nem percebemos o que nos faz bem, não é mesmo? Lembre-se que tudo isso que estamos falando deve ser avaliado de maneira bem pessoal, o que faz muito bem para um pode não fazer bem para o outro. Essa leitura tem o objetivo de te despertar para situações que podem potencializar a produção de serotonina.

  • ·         Estar em harmonia com a família, às vezes vemos isso tão normal que não percebemos que nos faz bem;
  •       Alimentação equilibrada e prazerosa (almoçar fora, comer um doce, fazer um jantar);
  • ·         Praticar a espiritualidade (ir à igreja, fazer uma oração, ler, fazer um retiro);
  • ·         Conversar com pessoas (uma ligação, trocar mensagens, dividir sua vida com algumas pessoas de confiança, saber como os outros estão...);
  • ·         Fazer o bem (se doar, ajudar, se dedicar ao outro);
  • ·         Tomar sol, abrir janelas dos quartos;
  • -     Dormir bem. 
  • ·         Produzir ( não procrastinar, fazer o que está pendente, ter um dia agitado)
  • ·         Rememorar momentos bons na vida. Qual oi a última vez que você esteve feliz, a ponto de ficar ansiosa para contar a alguém? Use ferramentas que te façam lembrar de coisas boas (fotos, cartas, filmes, músicas)

Os remédios que o psiquiatra passa ajudam na produção de serotonina e me sinto bem, então ele é suficiente para meu bem estar?  Bem, ele pode estar sendo suficiente para tratar o sintoma, mas se quer tratar o problema, em paralelo ao tratamento medicamentoso, faça regularmente a conta de quanto produziu de serotonina no dia. No inicio, todas as noite, pense em situações que você viveu, e produziu serotonina.  Faça um balanço dos momentos de stress x momentos de paz /alegria no seu dia, na sua semana, no seu mês.
Ex: Eu almocei com amigos e me descontraí,  eu desci 2 pontos antes e caminhei serena, eu cheguei em casa e tomei um banho relaxante, eu programei um passeio que gosto, eu fiz coisas para mim ...

Foram apenas algumas maneiras de produção natural de serotonina, ai você vai falar: Mas eu faço isso. Aí eu vou responder: Lembra da rotina? É fundamental fazer isso se tornar um hábito em sua vida para entrar numa rotina de fábrica. Lembre-se de uma fábrica produzindo qualquer produto, se um ambiente parar, não conseguiremos entregar o produto pronto para o fornecedor. O produto em falta vai trazer impactos, se esse produto for, por exemplo o passaporte. Quantas pessoa entraram em desalinho pois a máquina de produzir passaportes quebrou. Em nosso organismo é do mesmo jeito, se ele pára de produzir substâncias ou não entregar a quantidade certa, certamente, também entraremos em desalinho internamente.

Muitas pessoas vão conseguir se despertar com essa leitura. Então, por favor, pense agora numa data para colocar isso em prática, faça um plano de como trazer essa e tantas outras coisas boas para sua rotina. Lembre-se é fácil falar: Não tenho tempo. O desafio foi lançado: Mesmo diante de seu cenário, como você vai fazer para conseguir criar situações para seu bem viver contínuo.


Se não conseguir sozinho, busque ajuda! A terapia cognitivo-comportamental se utiliza de técnicas de mudança de comportamento (O “pensar”  leva você a “sentir” , que leva você a “agir”)

                                                                                                          
                                                                                                           Até breve! Psicóloga Ednea Dias

Filhos órfãos de pais vivos: alienação parental e a sobrecarga emocional da criança


Filhos órfãos de pais vivos: alienação parental e a sobrecarga emocional da criança



Na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe! 
Do altar para fórum, e o número de divórcios crescem cada vez mais. Pois é, promessas chegam ao fim, casais se separam e as crianças precisam aprender de uma forma meio abrupta, a conviver com a separação e conflitos dos pais.

O abandono afetivo ocorre após a decisão da separação, os pais (a mãe, o pai ou ambos) deixam de se fazer presentes na vida dos filhos e travam uma batalha de poder, e o distanciamento e desprezo gera mágoas e revolta para uma das partes, que começa a alienar o outro genitor.

Chamamos de alienação parental quando um dos pais tenta afastar ( deliberada ou inconsciente) o filho e criar atritos com o outro genitor, motivado pela raiva, vingança e a dor da separação que não é aceita          (muitas vezes o outro ainda é objeto de amor). Pais que agem dessa forma esquecem que além de necessidades financeiras e materiais, há as necessidades de afeto, proteção, amor e amparo.

O alienador procura desmerecer e culpar o outro genitor, ainda diz que essa ação é uma medida de proteção, acaba usando a criança como munição na hora de uma discussão. Com o tempo, isso vai aumentando a dimensão, impedindo muitos contatos e rompendo – se vínculos entre o alienado e os filhos.

As crianças que vivem nesse ambiente hostil, que sofrem do abandono afetivo, da falta de amor, carinho e atenção, podem sofrer consequências como distúrbios alimentares, timidez, problemas de atenção e concentração, drogas, e construirão uma memória negativa da constituição familiar e de relacionamento. 

Além de prejuízos de cunho psicológico, no campo jurídico, se constatado a alienação, o guardião da criança poderá sofrer sanções, inclusive a inversão da guarda.

Toda criança precisa se sentir acolhida, amada, quista, para fortalecimento de vínculos familiares e sociais, construção de sua personalidade e autoestima.

Por isso, no momento do divórcio, os pais devem estar maduros e cientes de que destitui-se um papel de marido e mulher, mas não de pais. Assim, é indicado que se busque a ajuda profissional de um psicólogo para que a criança elabore melhor essa separação, não deixando assim, seus filhos órfãos de pais vivos.
Por Eliane Rocha França
Psicóloga

 

domingo, 18 de setembro de 2016

Casamento ou Namoro Montanha Russa = Bipolar?



Casamento ou Namoro Montanha Russa  = Bipolar?

Sabe quando você decide uma coisa e não consegue sustentar essa decisão? Sabe quando você fala uma coisa e age totalmente diferente? Sabe quando você faz o oposto do que se prometeu? Nessa hora a pessoa pensa, será que estou ficando louca? O que está acontecendo comigo que não tenho mais o controle como eu tinha antes? Estou parecendo “bipolar”...  Vamos às explicações, segundo relatos do consultório, percebo a dificuldade de entender a força da mente:



O lado racional chega ao extremo, mostra que o fim chegou.
O lado emocional se mostra dependente dessa relação.
O lado racional mostra situações intoleráveis e no ato impulsivo, explode e rompe a relação.
O lado emocional sente culpa, sente falta, parece que não é possível mais viver sem a pessoa, mas também está impossível viver com ela.
O lado racional está cheio de razão, motivos, fatos, justificativas.
O lado emocional está cheio de sentimentos fortíssimos, consome a mente, consome a razão. Que sentimentos são esses? A tristeza, a insegurança, a dor, a culpa, a certeza que precisa do outro para ser feliz. 

Alguém vira bipolar somente num campo da vida?
Não, você pode estar com comportamentos extremos e isso não significa que você seja bipolar.  É necessário analisar se esses comportamentos se enquadram nos critérios de diagnóstico segundo a organização mundial de saúde (Leia mais nesse blog em: http://diasparaviver.blogspot.com.br/search?updated-min=2016-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2017-01-01T00:00:00-08:00&max-results=11)

Nesse caso o melhor é terminar o relacionamento de namoro ou casamento?
Não necessariamente. Sempre valorizo as tentativas de fazer a relação chegar ao equilíbrio. Um cede de um lado e o outro do outro. A terapia de casal é super indicada. Um problema que sempre percebo é que o casal vem para o consultório quando resta uma última linha da corda os unindo, quando a relação já está muito frágil, eles estão descrentes na continuidade, e o amor está muito abalado.
Alerta: Quando se estressam muitas vezes pelo mesmo problema, busquem ajuda para resolvê-lo. O stress cresce numa relação e como bola de neve, agarra outras questões e toma forma muito maior que o real.

É melhor fazer uma terapia individual ou de casal?
A terapia de casal será muito útil para que vocês alinhem expectativas na relação, façam acordos e se comprometam em cumpri-los. No geral a terapia de casal vem para fortalecer a união, aprendendo a resolver as dificuldades, promover o amor e carinho para que esses se sobressaiam aos problemas.
A terapia individual é importantíssima para o auto conhecimento, fortalecer a auto confiança, compreensão de como cada um “funciona”, analisando como reage `s situações do dia a dia, quais são as crenças instaladas ai no histórico de vida de cada um, como se defende, quais são os pensamentos automáticos, etc... Depois dessa análise detalhada, utilizamos as técnicas de mudanças de comportamento. Vale lembrar que esse é um tratamento unicamente feito por psicólogos especializados na terapia cognitivo-comportamental.
Então, concluindo a resposta, uma terapia de casal não exclui a necessidade de terapia individual e muitas vezes o ideal é que se faça as duas (sempre com diferentes psicólogos: um para a terapia de casal e outro para a terapia individual).

O que fazer quando a relação vira uma montanha russa?
Relação montanha russa: ora a pessoa mais feliz do mundo, ora a pessoa mais infeliz do mundo;  a pessoa que mais te trouxe amor e a pessoa que mais te trouxe sofrimento.
Bem, nesse caso entende-se que os acordos não estão bem estabelecidos, que um não tolera o comportamento do outro. É fundamental buscar construir o respeito, fazer exercício de conscientização.
Mais importante de tudo nesse caso é descobrir os gatilhos que ativam os comportamentos indesejados para que assim se comportem de maneira que não os ativem. Quando falamos em gatilhos, falamos em um momento antes do disparo, onde ainda é possível parar, após disparado, tem que lidar com as consequências e repará-las.

Por Psicóloga Ednea Dias




Bem, espero ter ajudado, estamos à disposição para esclarecimentos.
Um forte abraço!

Transtorno Afetivo Bipolar - Segundo o cid X



O Transtorno Afetivo Bipolar está incluído nos F30-F39 Transtornos do humor [afetivos]
Transtornos nos quais a perturbação fundamental é uma alteração do humor ou do afeto, no sentido de uma depressão (com ou sem ansiedade associada) ou de uma relação. A alteração do humor em geral se acompanha de uma modificação do nível global de atividade, e a maioria dos outros sintomas são quer secundários a estas alterações do humor e da atividade, quer facilmente compreensíveis no contexto destas alterações. A maioria destes transtornos tendem a ser recorrentes e a ocorrência dos episódios individuais pode freqüentemente estar relacionada com situações ou fatos estressantes.


F31.0 Transtorno afetivo bipolar
Transtorno caracterizado por dois ou mais episódios nos quais o humor e o nível de atividade do sujeito estão profundamente perturbados, sendo que este distúrbio consiste em algumas ocasiões de uma elevação do humor e aumento da energia e da atividade (hipomania ou mania) e em outras, de um rebaixamento do humor e de redução da energia e da atividade (depressão).
Pacientes que sofrem somente de episódios repetidos de hipomania ou mania são classificados como bipolares.
Inclui:
doença maníaco-depressiva
psicose maníaco-depressiva
reação maníaco-depressiva
Exclui: ciclotimia (F34.0)
transtorno bipolar, episódio maníaco isolado (F30.-)

F31.0 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual hipomaníaco
Episódio atual correspondente à descrição de uma hipomania tendo ocorrido, no passado, ao menos um outro episódio afetivo (hipomaníaco, maníaco, depressivo ou misto).

F31.1 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual maníaco sem sintomas psicóticos
Episódio atual maníaco correspondente à descrição de um episódio maníaco sem sintomas psicóticos (F30.1), tendo ocorrido, no passado, ao menos um outro episódio afetivo (hipomaníaco, maníaco, depressivo ou misto).

F31.2 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual maníaco com sintomas psicóticos
Episódio atual correspondente à descrição de um episódio maníaco com sintomas psicóticos (F30.2), tendo ocorrido, no passado, ao menos um outro episódio afetivo (hipomaníaco, maníaco, depressivo ou misto).

F31.3 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual depressivo leve ou moderado
Episódio atual correspondente à descrição de um episódio depressivo leve ou moderado (F32.0 ou F32.1), tendo ocorrido, no passado, ao menos um episódio afetivo hipomaníaco, maníaco ou misto bem comprovado.

F31.4 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual depressivo grave sem sintomas psicóticos
Episódio atual correspondentes à descrição de um episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos (F32.2), tendo ocorrido, no passado, ao menos um episódio afetivo hipomaníaco, maníaco ou misto bem documentado.

F31.5 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual depressivo grave com sintomas psicóticos

Episódio atual correspondente à descrição de um episódio depressivo grave com sintomas psicóticos (F32.3), tendo ocorrido, no passado, ao menos um episódio afetivo hipomaníaco, maníaco ou misto bem comprovado.

F31.6 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual misto
Ocorrência, no passado, de ao menos um episódio afetivo maníaco, hipomaníaco ou misto bem documentado, e episódio atual caracterizado pela presença simultânea de sintomas maníacos e depressivos ou por uma alternância rápida de sintomas maníacos e depressivos.
Exclui: episódio afetivo misto isolado (F38.0)

F31.7 Transtorno afetivo bipolar, atualmente em remissão
Ocorrência, no passado, de ao menos um episódio afetivo maníaco, hipomaníaco ou misto muito bem comprovado, e de ao menos um outro episódio afetivo (hipomaníaco, maníaco, depressivo ou misto) mas sem nenhuma perturbação significativa do humor, nem atualmente nem no curso dos últimos meses. As remissões sob tratamento profilático devem ser classificadas aqui.

F31.8 Outros transtornos afetivos bipolares
Episódios maníacos recidivantes SOE
Transtorno bipolar II

F31.9 Transtorno afetivo bipolar não especificado

Palavra chave: Diagnóstico transtorno afetivo bipolar, bipolaridade, depressão, mania, euforia, angústia, compulsão, tristeza, alegria.

domingo, 11 de setembro de 2016

No Divã da Psicolóloga... “Preferia ter um câncer a ter depressão”



No Divã da Psicolóloga...  “Preferia ter um câncer a ter depressão” 

 
O que a pessoas com depressão podem falar ou pensar em silêncio? O número de pessoas que já pensou assim (preferia ter tido um câncer, perna quebrada, problema no coração, etc) é maior do que imaginamos. Normalmente esse pensamento provoca culpa, mas essa situação elucida o tamanho do desconforto das pessoas com essa doença emocional, a depressão. 



 “Preferia ter um câncer a ter depressão” - Sei o tamanho do impacto que essa frase traz, porém gostaria de dividir com vocês o que ouvi no consultório, ainda que traga essa perplexidade. Não me canso em tentar transmitir a mensagem para os leigos sobre a depressão. Chamo de leigos em algumas situações os amigos, familiares, profissionais da saúde e até o próprio paciente, sim, até o paciente pode não aceitar e acreditar nas condições e limitações que a depressão provoca, afinal, a pessoa não traz nenhuma doença “física”, nada a impede de andar, não apareceu nenhuma mancha ou caroço em seu corpo, sua fala está conservada, suas responsabilidades cobram a mesma agilidade de antes.

Como as pessoas em crise de depressão enxergam as pessoas acometidas por um tumor, por exemplo? Eles enxergam que pessoas acometidas com outras doenças são fortes, lutam, tem um diagnóstico que mostra: ela ficou doente e mais: tem uma trajetória a seguir para tratar a doença (se tira a “doença” por meio de uma cirurgia, se prevê tantas sessões de quimioterapia (remédio) para matar o tumor, a doença.  Se de um lado o paciente com o diagnóstico de câncer é admirado, cuidado e recebe atenção de todos, do outro lado, o paciente com o diagnóstico de depressão se vê fraco, fica cheio de “inveja  branca” da maneira como o doente com câncer é tratado: Admiração, compaixão, atenção... Tudo que o doente com depressão gostaria de ter. 

Mas isso não é tudo: Ainda o doente com câncer tem o diagnóstico que passa a mensagem: Ele está com uma doença, ela começou de maneira involuntária, e o tratamento tem esse passo a passo a seguir, ou seja, tem um prognóstico. O doente com câncer não é cobrado caso a medicação não faça efeito. 
Vamos agora imaginar o mesmo cenário para o paciente com o diagnóstico de depressão. Começamos em como se vê: culpado, e a doença começou pois estava sensível, se a medicação não faz o efeito desejado, parece que ele não está se esforçando. Acredita que sua doença traz estampado em sua imagem que é uma pessoa sensível. Apesar de alcançar o resultado no tratamento, nem sempre se reconhece após uma primeira crise de depressão, passa a ter medo de sentir isso de novo. Não se vê no controle da situação, uma vez que degustou incapacidade da depressão.

 

Vamos acabar com esses mitos! O paciente com depressão é um lutador, um vitorioso, não sede as negatividades que sua mente insiste em mentir. Uma pessoa que descobre uma nova vida, que encontra um motivo para se levantar todos os dias. Vamos seguindo assim, como um guerreiro contra a depressão!


 
O tratamento na linha cognitivo-comportamental tem um trabalho muito forte em como o paciente funciona, quais são suas crenças limitantes, suas crenças fortalecedoras, seus mecanismos de defesa, suas reações automáticas e assim, com esse diagnóstico personalizado de como o paciente “funciona”, são usadas técnicas de mudança de comportamento.

A prevenção de recaída é fundamental nessa linha. Se conhecendo bem é possível identificar algumas situações que servem de alerta e que antecede a crise. Perceber as tendências do paciente, usar técnicas para agir antes que a depressão apareça são fundamentais para o sucesso para abortar a crise da depressão. 

Vamos praticar esporte! Vamos fazer psicoterapia! Porque os dias são para viver, ainda que tenha esse novo cenário.
Um abraço, curta a nossa página e acompanhe a psico-educação do site dias para viver.

Autora: Ednea Dias (Psicóloga)


Palavra chave: Depressão, Psicoterapia. Câncer, Tratamento, Culpa, Medo, Psico-educação, Terapia Cognitivo Comportamental.

Veja os sintomas de depressão em: 
http://diasparaviver.blogspot.com.br/2016/04/a-depressao-e-algo-incapacitante.html