domingo, 24 de julho de 2016

SOU ANSIOSO E SÓ POR ISSO PRECISO DE UM PSICÓLOGO?



FRASES DE PESSOAS ANSIOSAS:
 
"Eu como uma barra de chocolate sem perceber"
"Sempre que chega a notificação de email no meu celular meu coração acelera"
"Eu fico preocupado com tanta tarefa e acabo não fazendo nada"
"Eu fico tão ansioso para chegar logo a hora de ir embora sem saber por que"



Essas são algumas frases de pessoas com ansiedade que ouvimos no consultório. As pessoas não enxergam sua ansiedade crescente e vão sofrendo caladas, sem identificar que podem tratá-la. 

Vejamos os três tipos de ansiedade: 


A ansiedade pode ser sintoma de um diagnóstico, pode ser um diagnóstico (TAG – Transtorno de ansiedade generaliada) ou pode ser uma característica da personalidade de casa um.
Como saber em qual situação cada um se encaixa? Bem, é necessária uma reflexão sobre algumas questões:
Caso 1:
Tem sintomas físicos? Palpitação , sudorese, tremores, tensão muscular, tonturas e desconforto gástrico.
Tem sintomas emocionais? preocupação excessiva,pensamentos circulatórios e repetitivos, chuva de pensamentos?
Se os sintomas forem excessivos e persistentes, provavelmente estamos falando do diagnóstico de TAG.
Caso 2:
Desde cedo  pessoa tem traços de ansiedade. Podemos pensar naquela pessoa que não conseguia esperar a data certa para entregar um presente, não dormia antes de um evento da escola, tinha dor de barriga antes de uma prova, etc. Falamos de um sintoma em situações pontuais, que não incapacitava. Uma vontade muito grande de chegar ou passar logo o acontecimento, esse é o indivíduo que traz ansiedade como uma característica em sua  personalidade
Caso 3
Sintomas de ansiedade desenvolvido depois de um diagnóstico, sendo um sintoma adquirido com esse diagnóstico. Ex. a pessoa nunca se percebeu ansiosa e depois do diagnóstico começa a desenvolver esse sintoma.

E AGORA, EM QUAL SITUAÇÃO DEVO PROCURAR UM PSICÓLOGO?

Sempre que estiver com prejuízos , com forte desconforto com a situação, onde traga conseqüências negativas.
Sempre que tiver sintomas físicos, sempre que os pensamentos desgastam, sempre que a tiver a sensação que o dia passou e sua ansiedade não te deixou fazer nada ou que a sua ansiedade te obriga a fazer as coisas na hora sem conseguir deixar para depois.

Outra coisa, a insônia está presente em bastante situações de ansiedade, além da insônia, a ejaculação precoce, alimentação descompensada, não viver em paz.

A psicoterapia cognitivo comportamental busca conhecer como as pessoas funcionam, quais são suas crenças, mecanismos de defesa e com isso, ganha conhecimento para formular, junto ao paciente, as técnicas de mudanças de comportamentos.
Tomar chá tranquilizante (camomila, erva cidreira, melissa, etc), a praticar de esportes, fazer exercícios de respiração, trabalhar a espiritualidade, tomar água constantemente, são comportamentos que favorecem o equilíbrio do corpo e mente.

Jogo do Silêncio... um sonho para os pais e educadores ! Uma atividade muito bem vinda no consultório psicológico.

Jogo do Silêncio... um sonho para os pais e educadores ! Uma atividade muito bem vinda no consultório psicológico.

                        Para melhorar a concentração das crianças, lá vem o desafio: O Jogo do Silêncio




 Essa atividade ganha espaço com os educadores por todos os benefícios que trazem. Primeiro é importante lembrar que deve ser bem treinado pois as brincadeiras infantis tendem a serem barulhentas
Essa atividade estimula a criança a permanecer por um tempo –em geral, um minuto– sem fazer nenhum ruído, para que possa prestar atenção ao próprio corpo e ao ambiente ao redor.
Em um mundo cheio de estímulos sonoros, parece inacreditável que a proposta funcione, mas quando as crianças aprendem a “jogar”, elas adoram participar da brincadeira, que traz benefícios como o aumento da concentração, da disciplina, da tranquilidade e do autocontrole.

“As pessoas se enganam  quando acreditam que uma criança feliz seja necessariamente barulhenta e bagunceira. É preciso um treino para que os pequenos consigam chegar nesse estado de silêncio e ouvir seu corpo, sentir seus órgãos (coração... respiração...) Quando convidamos as crianças ao silêncio, elas se sentem muito bem, pois percebem que são capazes de se controlar e de ouvir sons que antes não ouviam, e isso gera prazer.” 

Se ouvir e ouvir o ambiente?
Tão importante como convidar as crianças a se perceberem, é fazer com que elas ouçam o inaudível. Os sons da natureza que não escutamos nessa loucura do dia a dia. O que nos chama a atenção é o trânsito, o barulho, mas como ouvir aquele som lá de fundo? Silenciando! Em um primeiro momento, as crianças prestarão mais atenção ao próprio corpo, sentindo e entendendo seus movimentos. “Aquelas que já desenvolveram essa percepção, começam a sentir o ambiente externo.”

De onde vem essa técnica? 
O jogo foi desenvolvido pela pedagoga italiana Maria Montessori, que, no século 20, criou um método educacional conhecido por valorizar a individualidade e a liberdade da criança e estimular suas percepções sensoriais e motoras. “Maria Montessori gostava de experimentar e, certa vez, mostrou a seus alunos como era quieto um bebê de quatro meses, desafiando-os a fazerem o mesmo. O resultado foi bastante satisfatório e, desde então, a técnica vem sendo aplicada nas escolas que seguem sua linha pedagógica em diversos países do mundo.” Vale lembrar que essa atividade não é para calar as crianças mas sim mais uma atividade para essa turminha em fase de desenvolvimento, com benefícios diferentes de outras maneiras do “brincar” ou “jogar”.

Desenvolve adultos mais equilibrados e focados...
Assim que o jogo termina, as crianças experimentam uma sensação de bem-estar e relaxamento. “Com a prática, naturalmente, elas passam a fazer menos barulho em sala de aula e também em casa, além de demonstrarem grande respeito pelo ambiente e pelos outros.” 

“ O jogo é praticado todos os dias, às vezes, mais de uma vez. Trata-se de um momento de paz e de reflexão, que contribui para a formação de um ser humano calmo, equilibrado e focado.”
Por Psicóloga Ednea Dias

PIFEI: O que está acontecendo comigo? São 6 MANEIRAS DE IDENTIFICAR SE É HORA DE CONSULTAR UM PSICÓLOGO

PIFEI: Prejuízo, Intensidade, Frequência, Emoção e Impotência




“ Eu não era assim”; “ Parece que eu não sou eu”; “Estou me desconhecendo”, “Eu não consigo mais me controlar”; “Eu estou muito preguiçoso”; “O tempo passou e não fiz nada”; 


Essas são algumas frases que ouvi na primeira sessão de psicoterapia. A pessoa passa a ter sintomas fortes que antes não tinha e que a direciona a fazer coisas que não gostaria de fazer e não entende porque age assim.
“ Estou estranho (a), quem sou eu?”

O pior é não conseguir explicar o que sente, como se sente e por que age assim, mesmo tento pensado em fazer diferente. Se programou para fazer de outro jeito, mas na hora, não consegue.
Bem, para quem se identificou com essa descrição, saiba que é provável que você esteja passando por uma fase de dificuldade emocional, e é preciso conhecer qual é sua real situação, se está numa fase leve, moderada ou grave.

Para saber se é são dificuldades comuns à maioria das pessoas ou se já merece uma consulta com um psicólogo, entenda como está seu “PIFEI”:

P rejuízos - quais impactos  que essa situação traz, na vida pessoal, profissional, familiar, saúde, etc  (Perdi namorado, amigos, emprego, meu filho está sofrendo, não consigo atingir resultados, engordo, não consigo estudar, estou mais frágil/doente, etc)
I ntensidade - é tão forte que foge de seu controle (Não consigo levantar da cama, não consigo me controlar, não consigo mudar isso, enfim, não consigo dominar essa energia que me faz continuar agindo assim)
F reqüência - quantas vezes essa situação indesejada se repete. Já prometi que ia fazer diferente mas na hora não consigo e passa a acontece tudo de novo.
E moção - O que sente na hora ou o que sente depois que passa a situação é algo que incomoda fortemente (me sinto mal, triste, fico arrasado (a), me sinto culpado (a), tenho vontade de sumir, fugir, fico irritado (a), faço tudo errado.
I mpotência - não consegue mudar a situação depois de tantas tentativas. (Sou incapaz, sou irresponsável, sou inconsequente).  

Bem, são apenas alguns exemplos de quando a pessoa está passando por alguma dificuldade emocional.
Conclusão: fica tudo muito difícil, quase não se compreendem mais, e não são compreendidos pelos que estão por perto pois mudam os comportamentos de quem está com dificuldade emocional, mas continuam as suas expectativas com o desempenho de seu papel no dia a dia.
                                                                                                                          
                                                                                                                                 (Por Psicóloga Ednea Dias)