quarta-feira, 26 de outubro de 2016

PANE NO SISTEMA, ALGUÉM ME DESCONFIGUROU...PÂNICO/ANSIEDADE





 PANE NO SISTEMA, ALGUÉM ME DESCONFIGUROU...PÂNICO/ANSIEDADE
Resolvi  falar da síndrome do pânico por ter sido o maior motivo de busca de tratamento na clinica nesse mês. Em segundo lugar de procura desses últimos dias foi a depressão com pensamentos suicidas... deixamos esse tema para a próxima semana.
Vamos começar por um ponto mega importante, entender o que se passa com uma pessoa que está tendo uma crise de pânico. E por que ela não reage quando as pessoas dizem que é coisa da mente dela.
Case 1)
O que acontece quando um cachorro raivoso avança em sua direção e você não tem para onde correr? Imediatamente seu corpo fala e em 1 segundo você se transforma em puro desespero: O coração dispara, as pernas somem, a respiração fica ofegante, frio na barriga... o que mais acontece? Pensa que já era, que algo muito ruim vai acontecer... aquilo não pode acabar bem... Essas são reações  normais do corpo e mente frente ao perigo.  Sintomas físicos e emocionais te envolvem por completo, vê o medo, a ansiedade, os sintomas, tudo junto, misturado, sem controle. Mas, então, antes que algo ruim aconteça, o dono do cachorro aparece e tudo vai voltando ao normal, que alívio gostoso. O perigo acabou.
Case 2)
Medo de morrer + sintomas.
E então, sem que nada aconteça, um monte de sensações desconfortáveis, ou melhor , desesperadoras tomam conta da mente, e mais, do corpo.  A sensações físicas são reais... Palpitações, dor no peito,  falta de ar, queimação, tontura, formigamento, dor de cabeça, não, isso não é só dor, é uma pressão muito forte na cabeça, um mal estar, nossa, quanto mal estar. 

 
Bem, todo mundo teria ansiedade numa situação do case 1. Na ansiedade que todo mundo sofre o corpo emite reações naturais frente ao perigo. Qual a diferença nisso tudo? O estímulo.
Case 1 e case 2 trazem sintomas parecidos porém  o case 1 tem um estímulo para as sensações (ataque do cachorro) e o case 2 não tem um estímulo que justifique essas sensações, se refere ao ataque de pânico. Sintomas sem estímulo proporcionais às sensações, e, muitas vezes, sem estímulos. Imagine você, sentir tudo que você sente num ataque de cachorro, mas sem que exista o ataque do cachorro, sem que exista nada que justifique você começar a ter sintomas físicos. Entende por que quem passa por um ataque de pânico não vai se acalmar quando você falar que é coisa da mente dele? O que ele sente tem mais poder do que o que você fala. Ele perdeu o controle sobre o corpo, o medo o aterroriza, acredita que está prestes a ter um infarto pois sente seu coração acelerado, falta de ar, ou acredita que a pressão forte na cabeça e por que está tendo um AVC ou que tem um tumor na cabeça, enfim, acredita que está prestes a morrer. Pensa em tudo que vai deixar, o que tem para fazer . É, caros leitores, é muito sofrido passar por isso, só em descrever já me sensibilizo com essas pessoas.
Você sabia que, apesar das sensações reais de falta de ar, menos de 50% dos casos apresentam de fato reduções reais dos valores respiratórios de dióxido de carbono durante ataques de pânico?
“ A ansiedade é um recurso extra para lidar com situações difíceis. Auxilia você a lutar ou fugir quando se defronta com o perigo, e o medo decorre muito mais de uma interpretação errada ou distorcida das sensações físicas do que de algum perigo real“                                                    (Manfro, Heldt e Cordiolli, 208 p. 438)

Certamente, quando os sintomas passarem, essa pessoa vai querer se consultar com médicos especialistas e quando esse falar que está tudo bem fisicamente, vai duvidar, vai buscar uma segunda ou terceira opinião... 6 meses depois vai querer repetir os exames... etc
Como ajudar uma pessoa com ataque de pânico?
Ø  Direcione-a para a posição mais confortável para ela.
Ø  Fazer massagens nas mãos, ombros, costas, onde ela se sentir mais confortável (algumas pessoas têm a necessidade do toque nesse momento, segurar as mãos, abraçar, etc)
Ø  No momento fazer a respiração diafragmática e pedir que ela faça com você.
Ø  Dar água ou chá de ervas calmantes (caso a pessoa não tenha nenhuma restrição).
Ø  Se tiver indicação médica de calmante, ajudá-la a tomar o calmante.

Bem, o tratamento com psicóloga que atue na  linha cognitivo comportamental é super bem vindo pois o paciente vai entender como ele funciona, seus gatilhos para desencadear a crise e como evitá-las. Aprende que nem todas as vezes que o coração dispara evolui para a crise ... aprende a voltar a ter o controle sobre seu corpo. 


Leia também sobre os critérios de diagnóstico para a síndrome do Pânico, segundo a organização mundial da saúde (OMS):
http://www.diasparaviver.com/blog.html      -   Síndrome do Pânico: Conjunto de Sintomas físicos e psíquicos sem causa aparente (levando ao medo de morrer ) 27 de Abril, 2016



Livros indicados: 


Um abraço,
Por: Psicóloga Ednea Dias

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

“Quem Não Tem Alteração de Humor Que Atire a Primeira Pedra" B I P O L A R ?


Sempre ouço por aí: Acho que sou bipolar.


Vamos lá: Bipolar (dois polos), está relacionado com alterações de humor, o chamado oito ou oitenta... é provável que todo mundo se sinta um pouco bipolar m algum momento mas quais pontos servem de alerta para um possível diagnóstico ?
O tema de hoje é mudança de humor comuns à maioria da população e transtorno afetivo bipolar.
É bacana identificar se a pessoa se enquadra em alguns sintomas da doença, quando essas oscilações trazem prejuízos, quando são sintomas que incomodam, quando outras pessoas percebem, quando se torna sofrido. Não significa que a pessoa tenha o transtorno afetivo bipolar, mas nessa fase já é indicado que se busque o apoio de um psicólogo.  
Muitas vezes o estado de mania pode não ser frequente, mas se houve um único episódio de mania e depressão, já se encaixa no diagnóstico. Outras vezes é percebido oscilações entre as fases depressivas e agressivas (ou super irritáveis).
Para facilitar o diagnóstico, anote todos os sintomas e descreva-os ao seu psicólogo e médico em detalhes. Vale reforçar a necessidade de anotar os sintomas pois são eles que vão ajudar no diagnóstico e, não se faz nenhum exame , assim, o diálogo é que vai trazer o possível sintoma. Se a pessoa esquece de descrever algum sintoma, pode significar outro diagnóstico (ex. Se a pessoa só descreve a fase de depressão, esquece que uma semana antes a essa fase estourou o cartão de crédito em compras, ou estava “pilhada”, dormindo pouco e trabalhando muito, fez plano anual na academia, se inscreveu em cursos, comprou vários livros... etc,  pode ser tratado como depressão e não despertar suspeitas do transtorno afetivo bipolar.
  • Tem sintomas de depressão, euforia, agressividade ou forte irritabilidade?
  • Quando começou a perceber?
  • Já pensou em suicídio?
  • Qual a intensidade dos sintomas? Em situações pontuais ou frequentes?
  • Seus sintomas inferem na sua qualidade de vida, em suas atividades diárias, no trabalho ou em seus relacionamentos?
  • Há histórico de transtorno bipolar na família?
  • Faz uso de drogas recreativas, álcool ou cigarros?
  • Quantas horas costuma dormir à noite? Tem oscilações entre insônia e sonolência?
  • Passou por alguma experiência traumática recentemente?
  • Houve alguma mudança significativa na vida recentemente?
  • Teve algum episódio de forte irritação ou agressividade (verbal ou física)?
  • Se castigar? Se culpa? Se arrepende?
Tipos de transtorno bipolar:
  • Transtorno bipolar tipo 1: pacientes apresentam pelo menos um episódio maníaco e períodos de depressão profunda. Antigamente, o transtorno bipolar do tipo 1 era chamado de depressão maníaca
  • Transtorno bipolar tipo 2: pacientes nunca apresentaram episódios maníacos completos. Em vez disso, elas apresentam períodos de níveis elevados de energia e impulsividade que não são tão intensos como os da mania (chamado de hipomania). Esses episódios se alternam com episódios de depressão
  • Uma forma leve de transtorno bipolar chamada ciclotimia envolve oscilações de humor menos graves. Pessoas com essa forma alternam entre hipomania e depressão leve. As pessoas com transtorno bipolar do tipo II ou ciclotimia podem ser diagnosticadas incorretamente como tendo apenas depressão.

Vamos lá aos sintomas comuns em cada fase, lembrando que não precisa ter todos os sintomas:
FASE DE MANIA/ EUFORIA:  
O principal sintoma é um estado de humor elevado e expansivo, eufórico ou irritável. Nas fases iniciais da crise a pessoa pode sentir-se mais alegre, sociável, ativa, faladora, auto-confiante, inteligente e criativa. Com a elevação progressiva do humor e a aceleração psíquica pode surgir outros sintomas:
  • Irritabilidade extrema; a pessoa torna-se exigente e zanga-se quando os outros não acatam os seus desejos e vontades.
  • Distrair-se facilmente.
  • Redução da necessidade de sono.
  • Capacidade de discernimento diminuída.
  • Manter relações sexuais com muitos parceiros.
  • Gastos excessivos.
  • Hiperatividade.
  • Aumento de energia.
  • Pensamentos acelerados que se atropelam.
  • Fala em excesso.
  • Auto estima muito alta (ilusão sobre si mesmo ou habilidades)
  • Grande envolvimento em atividades.
  • Grande agitação ou irritação.
  • Compulsão alimentar, beber demais e/ou uso excessivo de drogas ou sexo.
  • Em alguns casos, não se lembra o que aconteceu, escreveu ou falou.
(isso para a mania do Tipo I – a do tipo 2 vem com sintomas mais leves – veja no final dessa matéria a diferença)

FASE DE DEPRESSÃO

O principal sintoma é um estado de humor de tristeza, angústia, desespero ou desânimo (ás vezes as pessoas descrevem como preguiça)

Pense e veja se se identifica com alguns dos sintomas:
  • Preocupação com fracassos ou incapacidades e perda da auto-estima. Pode ficar-se obcecado com pensamentos negativos, sem conseguir afastá-los;
  • Sentimentos de inutilidade, desespero e culpa excessiva;
  • Pensamento lento, esquecimentos, dificuldade de concentração e em tomar decisões;
  • Perda de interesse pelo trabalho, pelos hobbies e pelas pessoas, incluindo os familiares e amigos;
  • Preocupação excessiva com queixas físicas, como por exemplo a obstipação;
  • Agitação, inquietação, sem conseguir estar sossegado ou perda de energia, cansaço.
  • Alterações do apetite e do peso;
  • Alterações do sono: insônia ou sono a mais;
  • Diminuição do desejo sexual;
  • Choro fácil ou vontade de chorar sem ser capaz;
  • Ideias de morte e de suicídio; tentativas de suicídio;
  • Uso excessivo de bebidas alcoólicas ou de outras substancias;
  • Perda da noção de realidade, ideias estranhas (delírios) e «vozes» com conteúdo negativo e depreciativo;
Por vezes o/a doente tem, durante a mesma crise, sintomas de depressão e de «mania», o que corresponde às crises MISTAS.
Bem, esse texto visa trazer informações que ajudem a pessoa a perceber relações entre ela e a doença, e que entre em contato com um especialista para o correto diagnóstico. A maioria dos pacientes demoram muito para conseguir o correto diagnóstico.
Há grandes possibilidades de controlar a doença, através de medicamentos estabilizadores do humor, cuja ação terapêutica diminui muito a probabilidade de recaídas, tanto das crises de depressão como de mania  e antidepressivos.

O tratamento psicológico individual e orientação familiar é um complemento indispensável para o tratamento.

Espero ter sido útil... veja também o link que traz o critério diagnóstico segundo a organização mundial de saúde.
                                                                                                                     
                                                                                                                           Por Psicóloga Ednea Dias


Palavras chaves: Transtorno afetivo bipolar; transtorno do humor; bipolaridade; depressão; irritação; stress; insônia; angústia; diagnóstico; psicologia; terapia; tratamento.

domingo, 16 de outubro de 2016

Quem é Espinafre e Quem é Criptonita em Sua Vida?





Serei bem breve nesse texto, espero com ele te levar a uma introspecção, a um diálogo com você mesmo, a se perguntar, a buscar respostas...
Já parou para pensar quem e o que representa a  criptonia ou espinafre em sua vida?
Popaye, se fortalece com o espinafre
Superman: Enfraquece quando se depara com a pedra verde, criptonita
Trazendo para nossas vidas: 
O espinafre em nossas vidas pode ser representado por pessoas, coisas ou situações que te impulsiona, que te fortalece, que te traz motivos para viver ( um amigo, um passeio, um alimento, uma atividade, se doar, etc)
A criptonita é o oposto, quem te suga as energias, te faz mudar o humor, te entristece,angustia, faz doer a alma... pode ser pessoas, atividades, situações...
O que te faz mudar o humor?
Peço que pense um minuto sobre o que aconteceu na última vez que ficou triste, desanimado, sem alegrias,sem energia. Quem estava por trás disso, quem ou o que? 
O contrario também, quem ou o que te fortaleceu no momento que esteve desanimado?
Bem... vale pesquisar se esse sentimento negativo esta ligado a algum diagnóstico, pois muitas vezes, as pessoas se rotulam como preguiçosas, mas, saiba que esse pode ser, apenas um sintoma da depressão.
  • Sentimentos de tristeza, vazio e aborrecimento;
  • Sensações de irritabilidade, tensão ou agitação;
  • Sensações de aflição, preocupação com tudo, receios infundados, insegurança e medos;
  • Diminuição da energia, fadiga e lentidão;
  • Perda de interesse e prazer nas atividades diárias;
  • Perturbação do apetite, do sono, do desejo sexual e variações significativas do peso;
  • Pessimismo e perda de esperança;
  • Sentimentos de culpa, de auto-desvalorização e ruína, que podem atingir uma dimensão delirante;
  • Alterações da concentração, memória e raciocínio;
  • Sintomas físicos não devidos a outra doença (ex. dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crônica, mal-estar geral);
  • Ideias de morte e tentativas de suicídio.
Outros sentimentos podem indicar outros diagnósticos e se for diagnóstico, não lute sozinho, busque ajuda profissional.

Um forte abraço, Psicóloga Ednea Dias

domingo, 2 de outubro de 2016

Magali Eu? Entenda se é Transtorno de Compulsão Alimentar.



Olá leitores, nas palestras do instituto de psiquiatria (IPQ) dessa semana, que nós do consultório de psicologia “Dias Para Viver” sempre acompanhamos, um tema me chamou a atenção pois foi comparado com a Magali, personagem da Turma da Mônica. Ela representa muito bem o transtorno de compulsão alimentar, exceto no final do ato de comer. Ela se sente bem depois que come, já os pacientes, ficam mal, com culpas e arrependimentos. Vejamos:

Adicionar legenda


*Comer muito, muito, muito, depois de estar alimentado, até que se sinta incomodado de tão cheio?
*Comer muito rápido, devorar sem perceber ?
*Esconder das pessoas quando e quanto come ?
*Se arrepender logo em seguida de ter comido por ter perdido o controle de novo ?

Conhece alguém que age assim? Encontra embalagens de alimentos escondidas? A pessoa aproveita para comer quando está só? Se a resposta for sim, pode ser um transtorno de compulsão alimentar. Esse transtorno, ainda não reconhecido pela organização mundial da saúde, se trata com a ajuda de especialistas em sintonia: Psicólogo, Psiquiatra e Nutricionista.

Bem, para a psicologia, o alimento significa afeto. Porque a pessoa exagera no comer? Pois precisa compensar a falta e afeto? Por que precisa compensar um sentimento negativo que teve?
O trabalho em conjunto do psicólogo e nutricionista (ambos comportamentais), terá uma melhor eficiência para atingir os resultados obtidos na reeducação alimentar . O psicólogo não medica, mas, em conjunto com o psiquiatra, em suas sessões semanais,  ajuda a identificar a eficiência da medicação.

Como outras dificuldades emocionais, quem tem o transtorno de compulsão alimentar é muito difícil de ser entendido. Para os leigos é fácil a solução:  “É não comer” . Para quem tem compulsão, chega a ser uma tortura: sabe quando temos um desarranjo intestinal e precisamos ir urgente ao banheiro? Então, essa sensação de precisar de algo urgente é semelhante à necessidade de quem tem a compulsão alimentar: “A pessoa precisa comer”, ainda que tenha acabado de comer,  a pessoa  escolhe um alimento e come, não consegue parar, come com voracidade, sem perceber, até que se acabe, e então, nesse momento que se dará conta da quantidade que comeu. Lógico que em seguida vem vários sentimentos negativos por não ter conseguido se controlar. Familiares e amigos, não adianta falar para a pessoa não comer, se o descontrole dela não obedece sua própria vontade, entenda que esse descontrole é maior também que suas palavras cheias de verdade, mas que é infinitamente mais fraca que o impulso que ela sente. Quer ajudá-la? Leve-a a um psicólogo.

Atendo muitas pessoas que não acreditam que um dia voltarão a ter controle no ato de comer. Sei o quanto se esforçam em vão, se frustram todas as vezes que se descontrolam, sofrem. Mas acreditem, é possível tomar um remédio que ajuda a trazer o controle desse ato de impulsividade, é possível mudar a maneira de se comportar, é possível trazer novos hábitos alimentares que aumentam esse controle!  Sim, muitas pessoas são tratadas e não voltam a ter o descontrole. SIM, É POSSÍVEL!

Tem tratamento... o psiquiatra vai prescrever um remédio para controlar essa impulsividade. O psicólogo, se seguir a linha cognitivo comportamental, vai trabalhar as situações que o leva a comer, eleger algumas situações de risco e se prepararem para quando elas chegarem,  utilizando-se de técnicas de mudança de comportamento, com foco no controle no ato de comer. O nutricionista não vai fazer nenhuma dieta, vai sim conhecer sua dinâmica alimentar e adaptar as melhores práticas alimentares voltada a cada pessoa, levando em consideração suas rotinas, seu paladar. Ah, já temos nutricionistas que seguem a linha comportamental também, esses têm uma sessão mais demorada pois estuda seu histórico de vida.

Enfim, saiba que é possível tratar esse comer compulsivo e viver bem sem as crises. O primeiro passo é aceitar que está na hora de iniciar esse tratamento. O interessante é que a pessoa chega no consultório por conta da compulsão alimentar, mas isso é apenas a ponta do iceberg. Os problemas latentes são outros, que levam as pessoas a adquirirem o hábito de comer compulsivamente. E é nisso também que trabalha o psicólogo.
Psicóloga  Ednea Dias
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