‘
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Qual é o momento de me consultar com um psicólogo?
Psico-educação
Traz esclarecimentos de temas relacionados à psicologia.
Para mais informações, entre em contato conosco.
*** Tel 11 3533 1124
*** WhatsApp 11 9 8493 4223
*** Site: www.diasparaviver.com
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Independência ou morte!
Um breve esboço da problemática questão da dependência química e sua prevenção
"Desde os primórdios, até hoje em dia, o homem
ainda faz o que o macaco fazia".
O progresso é um fato comum no nosso
dia a dia, entretanto, entendemos que é possível relacionarmos diversas
situações super evoluídas com situações da antiguidade.
O homem primitivo da caverna deu o
pontapé inicial ao uso das drogas com os cogumelos psicodélico. No fim
do século XIX, muitos produtos viraram, em laboratórios, drogas
sintetizadas. A vida humana
interage num metabolismo complexo com toda a vida natural e, ao
transformá-la, também transforma a si mesma. Somente no século XX, nos
EUA, é que começaram a surgir proibições globais ao uso de, a princípio,
entorpecentes.
Os nossos exemplos em cinemas e
televisão nos mostram que o bem ou mal não estão tão fortemente de lados
opostos, pois hoje, em muitas situações, torcemos para os vilões e,
muitas vezes, eles são mais queridos que os heróis. O Coringa, Conde
Drácula, Freddy Krueger... Hoje, na vida real, quem usa droga nem sempre
é visto, principalmente para a camada menos abastadas da sociedade,
como vilão. As pessoas envolvidas no uso são pessoas confiáveis. Sim,
confiáveis. Muitas vezes os melhores amigos,
outras vezes os mais populares, os únicos que nos compreendem, os que
nos identificamos. "Encontrei minha tribo" - pessoas que me entendem,
que têm os mesmos gostos, que pensam como eu, que não me criticam, que
me aceitam como eu sou e, até mesmo, que enxergam atitudes positivas em
"mim", me elogiam. Ele tem isso em casa?. Provavelmente não.
Com isso, temos a clara percepção da falência do papel da família na formação estrutural-psicológica desse ser humano.
Se a matemática que é tão lógica não é compreensível para muitos jovens, como fazê-lo entender que o uso de uma substância que lhe acarreta
o bem estar, muitas vezes de imediato, poderá ser muito nociva no
futuro (e porque não em um presente constante)? Como fazê-lo entender
que ele pode enfrentar uma situação nova ao ser "obrigado" por ele mesmo
a usar uma substância que não lhe traz mais prazer? Que sua vontade,
por maior que seja, perde para a sua necessidade de usar a droga. Ele
nunca viveu isso, ele tem a ideia que isso nunca vai acontecer, que ele
sempre vai manter o controle da situação. "Eu paro quando eu quiser"
essa é a frase mais ouvida entre os jovens que abusam do uso da
substância.
Talvez seja por isso que é tão difícil a conscientização, aceitação e aderência ao programa de prevenção ao uso de drogas, seja por quem usa, ou seja pelo Estado, que muitas vezes trata o tema de forma completamente errônea.
Neste texto vamos dar foco, de forma breve e objetiva, na prevenção do uso de drogas. A prevenção ao uso de drogas é dividida em 3 fases.
A prevenção primária: busca evitar a fase da paquera com droga. É a fase que a pessoa vai sendo seduzida por ela, vai se aproximando, tendo noção do bem estar que ela pode trazer.
"O primeiro contato que tive com as
drogas foi com amigos, aos 15 anos de idade, e não possuia muita
informação sobre elas e o que era a dependência
química. Pelo fato de não ter esse conhecimento e nenhum exemplo por
perto, pois nunca havia tido contato com nenhum dependente que houvesse
chegado ao "fundo do poço", nunca acreditei que me tornaria dependente".
(R.S.I)*
Pense no comercial
da cerveja, sempre muito festivo, com pessoas bonitas e felizes. As
pessoas sentem vontade de entrar nesse mundo pelo simples fato do
cérebro associar, involuntariamente, aquela imagem que vê com o uso da
substância nociva.
O papel de prevenção primária que o
Estado deveria fazer, aqui é totalmente o inverso. Ele estimula o uso,
de forma implícita e desleal, para depois trazer o problema, que ele
mesmo criou, para si. É como se alguém clonasse o próprio cartão de
crédito e contratasse um advogado para apurar o fato. Não tem nexo!
O objetivo da prevenção primária é
evitar que o uso de drogas se instale ou retardar o seu início. É o
conjunto de ações que visam evitar o adoecer, além de promover a saúde. E
é aqui, na nossa visão, que o Estado tem que agir de forma eficaz e não
de forma irresponsável como vem agindo.
Que temos problemas e deficiências para
isso, todos nós sabemos, mas temos que arregaçar as mangas, diante da
inércia do sistema estatal, e começar pelo caminho inverso, se for o
caso, para almejarmos uma eficácia real na fase preventiva. E o que é
"caminho inverso"?
Hoje, e sempre, a fase da prevenção
primária vem sendo feita de baixo para cima, ou seja, começa sempre nas
camadas menos abastadas da sociedade. Pensamos da seguinte forma: a
prevenção desta forma é válida, mas não pode ser a única, pois "desde os
primórdios" ela é feita e os resultados não estão sendo satisfatórios.
Esta fase de prevenção tem que ser muito bem feita, ao nosso ver, quando
se ainda é criança (aqui dos 8 aos 12 anos incompletos) onde ela (a
criança) começa a ter discernimento e conhecimento daquilo que se
apresenta como "o novo".
"A maconha era uma droga leve, legal e
na moda. Na época uma banda que exaltava o entorpecente estava
"estourando". Hoje percebo que tinha uma necessidade pessoal de ser
aceito por determinados grupos e então passei a fumar maconha". (R.S.I)*
E é nessa fase que temos uma visão de
prevenção primária, onde, esta, deve-se começar de cima para baixo.
Pensamos que as medidas de prevenção devem ser intensificadas, também,
nas camadas mais nobres, pois nela o acesso a informação, educação e
cultura de qualidade é mais amplo. Desta forma, mesmo ainda criança,
fortalecerá suas bases para que se faça algo efetivo neste assunto. Vale
ressaltar, também, que é, na maioria das vezes, na camada nobre que
"surgem" os grandes fornecedores de drogas.
Pensamos em uma prevenção primária,
onde, deve-se levar para a camada de "cima" os efeitos reais que a
camada de "baixo" sofre. Óbvio que sabemos que existem pessoas com
problemas de dependência em todas as camadas, mas é comprovadamente na
malha popular da sociedade que o problema é mais presente.
Deixamos claro que não estamos sendo
discriminatórios em relação às pessoas mais carentes em nossa colocação,
mas é uma realidade que se vive e que, infelizmente, não estamos
colhendo bons frutos. Em outra oportunidade, falaremos mais
detalhadamente desta visão que temos.
"Passei a ter como referência de
comportamento estes novos "amigos" dos grupos que passei a frequentar.
Nesta fase de paquera, a cocaína ainda estava distante, pois na minha
cabeça era uma droga muito forte e o crack uma droga de "nóia", de
pessoas muito loucas e que não eu nunca usaria na minha vida". (R.S.I)*
Prevenção Secundária: é indicada para o
indivíduo que começou o namoro com a droga. O namoro envolve
compromisso. É como se a pessoa saísse para encontrar a droga. O namoro
ainda tem seus encantamentos, surpresas, exageros, paixões,
expectativas, querer o reencontro. Nesta fase, obviamente, a fase
primária não existiu ou, se existiu, não funcionou por algum fator. Pois
bem, quando o indivíduo começa um namoro com a droga, ele entra nessa
fase de compromisso agradável, com alguns exageros, faz questão
de estar próximo a ela da mesma forma de quem namora quer estar com o
namorado(a). Quem usa drogas quer fumar, cheirar, beber...
"Rapidamente já senti a necessidade de
comprar a minha própria droga, pois não conseguia depender dos outros,
queria usar a hora que me desse vontade. Este foi o início da minha fase
de namoro com as drogas. Fui apresentado para as "bocadas e comecei a
andar com pessoas que não usavam apenas maconha, usavam outros tipos de
drogas". (R.S.I)*
Prevenção secundária destina-se a
pessoas que já experimentaram drogas ou usam-nas moderadamente. Tem como
objetivo evitar a evolução para usos mais frequentes e prejudiciais.
Isso implica um diagnóstico e o reconhecimento precoce daqueles que
estão em risco de evoluir para usos mais prejudiciais.
Nesta fase, a prevenção tem que ser
feita de forma avassaladora, pois é nela que a pessoa larga ou se apega
de vez às drogas. Aqui o papel da família, dos amigos e programas
sociais, efetivos e de qualidade, é fundamental.
"Pelo convívio com pessoas que usavam as mais diversas drogas e tendo fácil acesso a elas, foi questão
de tempo para que experimentasse a cocaína. A maconha acabou sendo a
porta de entrada para o relacionamento com o tráfico de drogas e as
drogas mais "pesadas". Através dela conheci pessoas que utilizavam
outras drogas e pelo relacionamento diário com essas pessoas usando
essas drogas, meus conceitos de que eram pesadas e o medo de utilizá-las
foram embora". (R.S.I)*
Prevenção Terciária: o casamento com a
droga acontece nessa fase, agora o amor não é mais o responsável pelo
vínculo e sim a dependência. Quando se casa é que se conhece o cônjuge,
da mesma forma, quando se casa com a droga é que se conhecem os pontos
negativos.
"Meu casamento com as drogas começou a
partir do momento em que comecei a usar cocaína frequentemente. Nesse
ponto, tudo que havia aprendido com meus pais sobre o que era certo e
errado ficou distorcido. Pequenos furtos, tráfico de drogas, mentiras e
manipulações eram normais. Meu pais descobriram o uso e por mais que
tentassem me controlar, nada funcionava, eu afundava cada vez mais,
passei a usar todos os tipos de drogas e bebida". (R.S.I)*
Não encontra-se solução para esse
casamento. A separação acontece por um tempo mas percebe-se quão difícil
é a separação definitiva. A qualquer momento a relação difícil pode se
restabelecer e vem com a mesma força e dependência do ponto de onde
parou o uso. Isso significa que o vício fica adormecido e a qualquer
momento que reativar o uso, voltará na mesma força que estava quando
parou ao invés de voltar do ponto de partida.
"Isso tudo fez com que meus pais se
preocupassem e me obrigassem a passar por diversos tipos de tratamento.
Eu os fazia para agradá-los e disfarçar para poder continuar usando
tranquilamente. Nestes tratamentos absorvi muita informação sobre
dependência química.
Eu não acreditava ser um dependente, não percebia as consequências que o
uso estava trazendo em minha vida e achava que pararia quando quisesse.
Este auto-engano me fez chegar ao "meu
fundo de poço", tentei parar diversas vezes e de diversas formas, mas
nada funcionou". (R.S.I)*
Dependência Química
A Organização Mundial de Saúde (OMS) através do Código Internacional
de Doenças (CID-10), preconiza que a dependência química é uma
enfermidade incurável e progressiva, apesar de poder ser estacionada
pela abstinência. Isso significa que é tratada como doença que vai se
manter para sempre com a pessoa, assim sendo, não existe "ex dependente"
mas sim dependente em abstinência.
"Então resolvi pedir ajuda, mas desta
vez, com um real desejo de parar de usar. Iniciei um tratamento
realmente focado e comecei a usar todas as ferramentas, a mim
apresentadas, para me manter abstinente" (R.S.I)*.
Diretrizes da OMS para diagnóstico de Dependência
1- Forte desejo ou compulsão para usar a substância;
2- Dificuldade em controlar o consumo da substância, em termos de início, término e quantidade;
3- Presença da síndrome de abstinência ou uso da substância para evitar o aparecimento dela;
4- Presença de tolerância, evidenciada pela necessidade de aumentar a quantidade para obter o mesmo efeito anterior;
5- Abandono progressivo de outros interesses ou prazeres em prol do uso da substância;
6- Persistência no uso, apesar das diversas consequências danosas.
As estratégias específicas e globais do
tratamento visa prevenir a recaída e a terapia cognitivo comportamental
enxerga a recaída como fator de estudo e readaptação das técnicas, ao
invés de punir o paciente. São três categorias principais: treinamento
de habilidades, reestruturação cognitiva e intervenção no estilo de
vida. A prevenção de recaída segue um manual de mudanças de
comportamentos que inclui um estudo individualizado de situações de
risco, motivação, para, então, definir os novos hábitos a serem
adquiridos e posterior enfrentamento das situações de risco. Aqui
estamos falando de prevenção terciária e permanente.
"O meu relacionamento com a família foi
retomado e estou assumindo responsabilidades que jamais pensei em
tê-las. Com relação aos antigos "amigos", me afastei de todos e estou
em um processo de fazer novas amizades". (R.S.I)*
Quem é feliz não precisa de drogas. O
jovem busca para ter a sensação de bem estar, portanto, o tratamento ao
dependente químico é voltado a sua dificuldade emocional. Se o jovem
está deprimido, ansioso, ou outro sintoma negativo, ele usa a droga para
não ter, por alguns instantes, esse sentimento ruim. Assim sendo, o
tratamento inclui o entendimento de seus conflitos emocionais, o motivo
pelo qual o adicto precisa dessa dose artificial de prazer. Por fim, o
tratamento inclui a descoberta e prática dos prazeres da vida.
*R.S.I, 30 anos, dependente químico.
Está 2 anos em abstinência após passar 7 meses em tratamento intensivo
em clínica de reabilitação. Tem uma vida, social e profissional, normal
contribuindo com seu testemunho em programas voluntários de prevenção às
drogas.
Autores
Denis Caramigo
Ednea Dias
Psico-educação
Traz esclarecimentos de temas relacionados à psicologia.
Para mais informações, entre em contato conosco.
*** Tel 11 3533 1124
*** WhatsApp 11 9 8493 4223
*** Site: www.diasparaviver.com
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Transtorno bipolar: a vida na montanha russa
Primeiro a angústia, o desânimo, a falta de vontade de se levantar da cama. Depois, vêm a animação, extrema autoconfiança, sensação de poder, vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. A primeira impressão é que essas sensações são de duas pessoas, uma depressiva, outra eufórica.
Mas, na verdade, trata-se do mesmo homem ou mulher – alguém que sofre de transtorno bipolar de humor, doença psiquiátrica que atinge cerca de 3% da população mundial, caracterizada por oscilações abruptas de humor, com episódios de depressão e de mania (o oposto da depressão).
A doença mental está entre as dez que mais afastam os brasileiros do trabalho. Ocupa o terceiro lugar na lista, depois da depressão e da esquizofrenia, conforme levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em novembro de 2007.
“O humor é o pano de fundo da nossa vida emocional. Normalmente, se acontecem coisas boas, as pessoas ficam alegres, se acontecer algo ruim, ficam tristes. Para quem tem transtorno bipolar, a lógica não é sempre essa. O humor pode oscilar muito e de forma muitas vezes independente do que ocorre ao redor. Os acontecimentos influenciam de forma nem sempre previsível. Se morre alguém, imagina-se que a pessoa fique triste, mas o bipolar pode entrar numa crise de euforia, ficar ‘elétrico’, ou mesmo irritável e não porque não gostava da pessoa, mas porque o estresse desencadeou uma instabilidade da doença. Por isso, o transtorno é imprevisível”, explica Sérgio Nicastri, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Normalmente, se acontecem coisas boas, as pessoas ficam alegres, se acontecer algo ruim, ficam tristes. Para quem tem transtorno bipolar, a lógica não é sempre essa.
Uma das principais evidências de que a doença está relacionada às reações químicas do cérebro é que os remédios dão resultado. Entretanto, o mecanismo de funcionamento da doença é um processo extremamente complexo. Ainda não há certezas sobre neurotransmissores ou reações químicas que estejam envolvidas no desencadeamento da doença. O que se sabe é que alterações da serotonina e da noradrenalina cerebrais estão relacionadas à depressão e a dopamina é o neurotransmissor mais relacionado aos episódios de mania.
Gangorra de sentimentos
Não tinha ideia do que estava acontecendo comigo. Ia trabalhar todos os dias, mas, quando o ponteiro marcava três horas, era como se fosse um relógio biológico, eu precisava largar tudo
“Não tinha ideia do que estava acontecendo comigo. Ia trabalhar todos os dias, mas, quando o ponteiro marcava três horas, era como se fosse um relógio biológico, eu precisava largar tudo o que estivesse fazendo e sair correndo para casa. Porque era insuportável continuar. Eu me jogava na cama e apertava o edredom contra meu peito, a sensação era que ele estava completamente aberto, sem nenhum tipo de proteção e coisas poderiam escapulir dali. Doía muito e o cobertor me dava segurança. Pouco depois, soube que isso se chamava angústia.”
Esse é um trecho do livro Não Sou Uma Só: Diário de Uma Bipolar, de Marina W. (editora Nova Fronteira). Trata-se de uma autobiografia que traz as alegrias e as angústias dessa jornalista, que só descobriu ser bipolar depois de casada e mãe de dois filhos, segredo guardado por ela durante mais de 20 anos. O diagnóstico tardio, inclusive, é um dos principais problemas no tratamento. Ainda é muito comum o paciente ser visto apenas como depressivo quando, na verdade, vai de um extremo a outro.
A transição abrupta entre as fases depressivas e maníacas é chamada pelos médicos de virada de humor. Os episódios de mania e depressão podem variar em dias, semanas ou até meses. “Os bipolares também têm fases de normalidade”, afirma o dr. Nicastri.
Durante a depressão, as sensações são de diminuição da energia, redução ou até incapacidade de sentir prazer, melancolia, desesperança e pensamentos pessimistas ou negativos, que podem incluir a ideia de suicídio. Os episódios de mania geralmente envolvem sensação aumentada de energia e poder, aceleração da velocidade do pensamento, diminuição da necessidade de sono, ideias de grandiosidade e comportamentos desinibidos e pouco críticos, que podem resultar em gastos excessivos, por exemplo.
Muito do que se faz nessa fase, os bipolares nem sequer sonhariam em fazer no estado normal de humor.
Para desencadear uma crise não há motivos ou situações específicas. O estopim pode estar relacionado ao estresse, tanto positivo quanto negativo. Perder o emprego, separar-se ou mesmo casar-se e receber uma promoção no trabalho podem ser fatores com potencial para provocar uma crise de mania ou depressão. “Nos pacientes em tratamento, o uso irregular ou mesmo a interrupção da medicação são um fator importante para que novos episódios da doença voltem a se manifestar”, enfatiza o dr. Nicastri.
Diagnóstico na balança
Existe uma tendência de que, em uma mesma família, haja várias pessoas com diagnóstico da doença, o que sugere uma grande participação genética nesse transtorno. Entretanto, ainda não há comprovações científicas. Os fatores ambientais também interferem na manifestação do problema.
O estresse e a rotina agitada podem colaborar para que os efeitos da doença sejam maiores ou menores
“O estresse e a rotina agitada podem colaborar para que os efeitos da doença sejam maiores ou menores”, explica o psiquiatra. Hoje, o ritmo de vida é mais acelerado, o acesso e o consumo de substâncias lícitas e ilícitas que interferem no humor são mais fáceis, por exemplo.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor para o paciente, sua família e amigos. O fato é que alguém que tenha depressão vai procurar ajuda porque se sente mal. Porém, a pessoa que passa por crises de euforia sente-se muito bem – até demais – para achar que esse estado inspire cuidados médicos. Isso pode atrasar a procura por ajuda e, conseqüentemente, o tratamento.
É uma barreira explicar e convencer alguém de que aquele estado de energia intensa, por mais agradável que pareça, é uma doença, por conta dos riscos a que a pessoa se expõe, como a impulsividade que leva a comportamento sexual desinibido, entre outros atos impensados.
Familiares e amigos podem ajudar o psiquiatra nesses casos, sinalizando comportamentos não habituais. Nos casos de gradação leve da doença, a chamada hipomania – quando o paciente é tímido e se torna extrovertido, por exemplo –, quem convive com a pessoa deve sinalizar ao médico que normalmente ela não se comporta daquela maneira. Entretanto, para o paciente é difícil perceber que essas mudanças no comportamento são manifestações do transtorno, mesmo que em grau leve.
Embora a doença apareça mais frequentemente no fim da adolescência ou início da vida adulta, crianças e adolescentes também podem sofrer com esse transtorno. Nos EUA, o número de diagnósticos de bipolaridade entre crianças e adolescentes cresceu 40 vezes na última década. A hipótese para esse aumento é a maior conscientização de médicos sobre o transtorno ou ainda um possível excesso de diagnóstico, em que uma criança mal-humorada pode ser tratada como doente.
Medicamentos e terapia: o caminho para uma vida normal.
Assim como uma série de outras doenças, o transtorno bipolar não tem cura, mas controle. É como ter hipertensão ou diabetes: a doença continua ali, mas o paciente aprende a reconhecer sinais, controlar e conviver com ela, enquanto leva uma vida normal. “Queremos que o paciente seja o gerente de sua saúde para reconhecer uma estabilidade ou piora da doença, além de tomar os remédios corretamente”, esclarece o dr. Nicastri.
Os medicamentos mais utilizados atualmente são o lítio e alguns anticonvulsivantes, pois mostram bons efeitos na estabilização do humor. Algumas vezes, podem ser indicados também antidepressivos, mas com ressalvas porque podem, em vez de trazer o paciente para um estado de normalidade de humor, induzir à crise de euforia. Medicamentos conhecidos como antipsicóticos, sobretudo alguns desenvolvidos mais recentemente, têm sido empregados como estratégia para obter a estabilização de humor.
O lítio, primeiro estabilizador de humor, descoberto na década de 1970, ainda é largamente utilizado. Essa substância foi consagrada porque – além de tratar o transtorno bipolar – é capaz de prevenir novas crises. O problema é que se trata de uma substância potencialmente tóxica, o que torna a monitoração da sua quantidade no sangue fundamental para a segurança do tratamento.
Além dos medicamentos, a terapia pode ajudar a pessoa a entender que tem uma doença e a aceitar o tratamento. É dar-se conta de como funciona o transtorno e saber diferenciar o que é normal do que foge do controle.
Fonte: Hospital Israelita Albert Eistein
Para conviver com o portador de transtorno bipolar é muito importante conhecer bem esse transtorno, participar de grupos de apoio, conversar com o psiquiatra e psicoterapeuta do portador. Se ele for amigo de trabalho, o primeiro passo é orientá-lo a buscar orientação de um profissional da saúde (psicólogo ou psiquiatra para que seja feito o diagnóstico). Livro indicado: Digerindo a Bipolaridade (Alexandre Fiuza)
Psico-educação
Traz esclarecimentos de temas relacionados à psicologia.
Para mais informações, entre em contato conosco.
*** Tel 11 3533 1124
*** WhatsApp 11 9 8493 4223
*** Site: www.diasparaviver.com
Psicossomática (transferir para o corpo as dificuldades emocionais através de sintomas físicos)
Você já passou por isso?
Quando ficamos doentes, de certa maneira, voltamos ou tendemos voltar à condição de crianças; numa linguagem mais técnica, regredimos; ficamos mais “dengosos”, queremos atenção, consideração, cuidados, etc.
Percebemos que o nosso organismo não está separado de nossas experiências e aquilo que vivemos - nossos pensamentos, sentimentos, necessidades e crenças - tem uma repercussão no funcionamento de nosso corpo.
Estudos apontam para uma ligação entre o estado mental e doença um elo entre o cérebro e a saúde física.
Se a Doença caracteriza a falta do perfeito equilíbrio e a unidade plena do espírito, o sintoma físico é a sua expressão. Assim definimos a psicossomática.
Para facilitar o entendimento, imagine uma situação que mexa com você - pode ser um desentendimento familiar, stress, dificuldade de relacionamento, perda, prova – quando a dose emocional for excessiva, você vai transferir essa dificuldade psíquica para seu corpo físico e transformar essa dificuldade emocional em um sintoma físico (doença).
Psicossomática eu?
Você já teve desarranjo estomacal antes de fazer uma apresentação em público, antes de fazer uma prova?
Você já teve sonolência inexplicável? Vontade de dormir o dia inteiro tendo uma coisa muito importante para fazer? Já parou para pensar se nesse momento estava passando por uma situação muito difícil em sua vida ou de difícil decisão em que dormir (fugir/adiar o momento), fosse a melhor ou mais fácil solução naquele momento?
Você já discutiu com alguém, na discussão não falou tudo o que queria e, após a discussão vomitou? Tendo como base a psicossomática, podemos entender que vomitar foi a maneira que você encontrou de descarregar.
Se a resposta for sim, você já teve sintomas psicossomáticos.
Vale lembrar que os sintomas psicossomáticos não são conscientes, as interpretações acontecem nas sessões de psicoterapia com objetivo de eliminar a dificuldade de lidar com os acontecimentos psíquicos.
Ao reagir bem às situações emocionais, o corpo não sentirá a necessidade de trazer sintomas (doenças).
Quando ficamos doentes, de certa maneira, voltamos ou tendemos voltar à condição de crianças; numa linguagem mais técnica, regredimos; ficamos mais “dengosos”, queremos atenção, consideração, cuidados, etc.
Percebemos que o nosso organismo não está separado de nossas experiências e aquilo que vivemos - nossos pensamentos, sentimentos, necessidades e crenças - tem uma repercussão no funcionamento de nosso corpo.
Estudos apontam para uma ligação entre o estado mental e doença um elo entre o cérebro e a saúde física.
Se a Doença caracteriza a falta do perfeito equilíbrio e a unidade plena do espírito, o sintoma físico é a sua expressão. Assim definimos a psicossomática.
Para facilitar o entendimento, imagine uma situação que mexa com você - pode ser um desentendimento familiar, stress, dificuldade de relacionamento, perda, prova – quando a dose emocional for excessiva, você vai transferir essa dificuldade psíquica para seu corpo físico e transformar essa dificuldade emocional em um sintoma físico (doença).
Psicossomática eu?
Você já teve desarranjo estomacal antes de fazer uma apresentação em público, antes de fazer uma prova?
Você já teve sonolência inexplicável? Vontade de dormir o dia inteiro tendo uma coisa muito importante para fazer? Já parou para pensar se nesse momento estava passando por uma situação muito difícil em sua vida ou de difícil decisão em que dormir (fugir/adiar o momento), fosse a melhor ou mais fácil solução naquele momento?
Você já discutiu com alguém, na discussão não falou tudo o que queria e, após a discussão vomitou? Tendo como base a psicossomática, podemos entender que vomitar foi a maneira que você encontrou de descarregar.
Se a resposta for sim, você já teve sintomas psicossomáticos.
Vale lembrar que os sintomas psicossomáticos não são conscientes, as interpretações acontecem nas sessões de psicoterapia com objetivo de eliminar a dificuldade de lidar com os acontecimentos psíquicos.
Ao reagir bem às situações emocionais, o corpo não sentirá a necessidade de trazer sintomas (doenças).
Psico-educação
Traz esclarecimentos de temas relacionados à psicologia.
Para mais informações, entre em contato conosco.
*** Tel 11 3533 1124
*** WhatsApp 11 9 8493 4223
*** Site: www.diasparaviver.com
Você é Cuidadoso Com Você ou Ajuda os Outros e Se Esquece de Você?
As pessoas são muito responsáveis nos papéis que desempenham:
Papel de pais, de filhos, de profissionais, de estudantes, de responsáveis pela casa, de amigos... e sempre priorizam situações que seus papéis exigem: Atenção aos outros (filhos pais, amigos...), sempre arranjam tempo para fazer algo pelo outro, ficar até mais tarde no trabalho ou levar serviço para casa, passar o final de semana estudando, escuta por 1 hora a amiga ou o amigo ao telefone.
E, se por algum motivo se desliga por uns minutos de alguma dessas tarefas, ou não a cumpre por completo, se culpa, se frustra, se decepciona, se pune... Ex. Tem que estudar ou fazer alguma tarefa, então não pode fazer nada que esteja com vontade até cumprir sua "obrigação". Ou fez 5 atividades com sucesso e uma não deu certo... supervaloriza a atividade que não deu certo.
E assim se esquece de você e vai adiando o seu viver.
É tempo de entender que você é a pessoa mais importante em sua vida e que o corpo emocional, físico, e espiritual precisam estar em equilíbrio para que você possa desempenhar adequadamente todos os papéis que assume.
A psicoterapia é a busca do equilíbrio, do auto conhecimento e do conhecimento da situação, das ações e reações, busca de hábitos saudáveis. Ajuda na motivação, auto estima, equilíbrio, controles...
Faça um teste com você mesmo, busque tudo que possa te ajudar a valorizar, reconhecer e desenvolver momentos de felicidade, tornando sua vida mais alegre, seu trabalho mais produtivo, sua família mais unida e e seus sonhos podem se tornar metas plenamente possíveis de serem alcançadas!
O sonho passa a ser alcançável, quando o transformamos em meta. A meta é planejada quando se tem equilíbrio !
Estipule metas à sua vida, pois,
NÃO HÁ VENTOS FAVORÁVEIS PARA QUEM NÃO SABE PARA AONDE VAI ! ! !
Dias Para Viver .com
Psico-educação
Traz esclarecimentos de temas relacionados à psicologia.
Para mais informações, entre em contato conosco.
*** Tel 11 3533 1124
*** WhatsApp 11 9 8493 4223
*** Site: www.diasparaviver.com
Qual é o momento de buscar o tratamento com um psicólogo?
Não
é fácil identificar o momento adequado para buscar ajuda de um
profissional da área da psicologia.
Quando se torce o pé, por exemplo,
sabemos que temos que buscar um ortopedista ou quando temos dor de
dente, sabemos que temos que buscar um dentista, quando e qual dor nos
leva a procurar um psicólogo?
A
dor da alma... A vida passou a ser sofrida... A ausência de prazer no
dia a dia... O desânimo? Sensação que eu não sou mais eu... Dificuldades
nas relações com as pessoas...
Esses e outros temas nos levam a ter
insatisfações, conosco ou com o mundo, e esse é o momento de buscar uma
orientação.
A
busca à psicoterapia é bem vinda em muitas situações da nossa vida em
que sentimos necessidade de potencializar nosso auto conhecimento,
controlar comportamentos, equilibrar sentimentos, entender questões
específicas na vida pessoal, profissional, amorosa.
Basicamente, quando
começamos a ter prejuízos (nem sempre claros... descontrole emocional,
sintomas físicos e/ou emocionais, prejuízo financeiro, perda de amigos,
namorado.) em nossa vida.
*Depressão
*Pânico *Fobias *Mudança de Humor *Transtornos emocionais * Dificuldade
em realizar as atividades do dia a dia ou de tomar decisões *Fuga da
realidade *Agressividade (física ou verbal) *Angústia * Insegurança
*Falta de concentração *Sonolência ou Insônia *Sintomas físicos
ocasionados por dificuldades emocionais (psicossomática), *Desinteresse
pela vida *Desânimo, *Traumas *Baixa auto estima *Problemas no
relacionamento amoroso *Insegurança *Dificuldade de namorar *Vícios *
Não enxergar motivos para viver.
Se você passa ou conhece alguém que passe por essas dificuldades, procure um psicólogo.
Psico-educação
Traz esclarecimentos de temas relacionados à psicologia.
Para mais informações, entre em contato conosco.
*** Tel 11 3533 1124
*** WhatsApp 11 9 8493 4223
*** Site: www.diasparaviver.com
Assinar:
Comentários (Atom)
